A carga tributária brasileira atingiu um recorde de 32,2% do PIB em 2024, impulsionando discussões sobre medidas governamentais para aliviar o peso dos impostos, como reformas e cashback.
A carga tributária no Brasil atingiu um patamar recorde de 32,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, superando a média da América Latina e Caribe, embora ainda seja menor que a da OCDE. Essa alta arrecadação, impulsionada principalmente pelos impostos sobre bens e serviços, intensifica a percepção de que os tributos pesam excessivamente no bolso do brasileiro, especialmente devido ao baixo retorno em serviços públicos essenciais como saúde e educação.
Diante desse cenário, o governo e especialistas propõem medidas para aliviar o impacto, buscando uma tributação mais justa e eficiente. Entre as iniciativas estão a reavaliação de subsídios e benefícios fiscais, a implementação do cashback tributário para famílias de baixa renda, previsto para 2027, e a reforma do Imposto de Renda. Esta última visa isentar rendimentos de até R$ 5 mil e tributar dividendos acima de R$ 50 mil, com o objetivo de estimular a economia e corrigir a desigualdade na cobrança de impostos, que atualmente onera mais os mais pobres através do consumo.