O interesse de Donald Trump em adquirir a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, gerou tensões diplomáticas significativas, com a ilha e a Dinamarca reiterando sua soberania e rejeitando a anexação. Trump justificou a aquisição por razões de segurança nacional e para o projeto "Domo de Ouro", chegando a ameaçar com tarifas comerciais e o uso da força, o que provocou condenação internacional e até de aliados da extrema direita europeia. Embora Trump tenha recuado da ameaça de força, ele propôs que os EUA teriam soberania sobre áreas de suas bases militares na Groenlândia, enquanto a Dinamarca e a ilha buscam renegociar o tratado de 1951 sobre a presença militar americana, indicando um caminho para o diálogo e cooperação, mas com a soberania groenlandesa como "linha vermelha".
O tema "Trump e Groenlândia" refere-se ao persistente interesse do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, em adquirir a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca. Este interesse, manifestado desde seu primeiro mandato e intensificado em seu segundo, gerou tensões diplomáticas significativas com a Dinamarca, a Groenlândia e aliados europeus, que reiteradamente rejeitaram a ideia de anexação ou compra da ilha, defendendo sua soberania e integridade territorial. As declarações de Trump, incluindo a afirmação de que os EUA agiriam sobre a Groenlândia "por bem ou por mal" e que ele estaria disposto a sacrificar a OTAN e ignorar o direito internacional para concretizar a aquisição, provocaram reações imediatas e enfáticas do governo local da Groenlândia, que reiterou seu desejo de não se tornar parte dos Estados Unidos, com líderes partidários afirmando "Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses". Em janeiro de 2026, o primeiro-ministro da Groenlândia reforçou essa posição, declarando que a ilha prefere a Dinamarca aos EUA, embora tenha se mostrado aberto a uma parceria mais estreita com os EUA, desde que a soberania da ilha seja respeitada como uma "linha vermelha". Trump justificou seu interesse pela ilha como um ponto crucial para a segurança nacional norte-americana, essencial para deter o avanço de Rússia e China na região, e também como algo "psicologicamente necessário para o sucesso" e vital para o "Domo de Ouro", um escudo antimísseis que ele deseja construir para proteger os EUA, citando a ideia de Ronald Reagan. As políticas econômicas protecionistas de Trump, como a imposição de tarifas a produtos europeus, também influenciaram a dinâmica comercial global, levando a blocos como a União Europeia a buscar diversificar suas alianças comerciais, como evidenciado pelo acordo UE-Mercosul. Recentemente, Trump intensificou sua estratégia, declarando a possibilidade de impor tarifas comerciais a países que não apoiarem seu plano para a Groenlândia, afirmando: "Posso impor uma tarifa aos países que não concordarem com a Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional". Em 18 de janeiro de 2026, Trump ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus que enviaram militares à Groenlândia a pedido da Dinamarca, levando a uma condenação generalizada e promessas de apoio à soberania dinamarquesa por parte dos líderes europeus. No cenário doméstico dos EUA, o plano de Trump enfrenta oposição bipartidária no Congresso, com parlamentares considerando legislar para restringir sua capacidade de anexar a Groenlândia, e a opinião pública americana, em sua maioria, desaprova a aquisição e o uso da força militar. A chegada de Trump ao Fórum Econômico Mundial em Davos, em 18 de janeiro de 2026, foi marcada por uma escalada de tensões com a União Europeia e pela intensificação de sua ofensiva tarifária relacionada à Groenlândia, abalando os alicerces da UE e da OTAN. No mesmo dia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reafirmou o compromisso da União Europeia em defender a soberania da Groenlândia e do Reino da Dinamarca, em um contexto de cooperação e apoio mútuo. Em meio a essas tensões, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, dialogou com Donald Trump em 18 de janeiro de 2026, buscando manter o diálogo e a cooperação dentro da aliança. Em 19 de janeiro de 2026, a Dinamarca cancelou sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, em resposta direta às ameaças de Trump sobre a Groenlândia, evidenciando a crescente deterioração das relações diplomáticas. As ameaças de Trump para adquirir a Groenlândia e impor tarifas a aliados europeus também provocaram críticas de seus próprios aliados da extrema direita na Europa, que viram na postura do presidente norte-americano uma violação da soberania nacional e uma ameaça aos interesses europeus, contradizendo princípios nacionalistas e de não-interferência. Líderes como Alice Weidel (AfD, Alemanha), Giorgia Meloni (primeira-ministra da Itália), Jordan Bardella (Reunião Nacional, França) e Nigel Farage (Reino Unido) condenaram as ações de Trump, alertando para os riscos à OTAN e à credibilidade da Europa. O Partido Popular da Dinamarca, alinhado aos valores do MAGA, também criticou a postura de Trump, reforçando a complexidade das reações políticas. Mais recentemente, em 22 de janeiro de 2026, Trump recuou de suas ameaças de uso de força para adquirir a Groenlândia, afirmando ter garantido um acordo de "acesso total" e "permanente" ao território. Contudo, em 23 de janeiro de 2026, ele declarou ao New York Post que os EUA terão soberania sobre as áreas de suas bases militares na Groenlândia, sugerindo um modelo similar ao de "áreas de base soberana" do Reino Unido no Chipre, onde o território das bases é considerado britânico. Em 28 de janeiro de 2026, o presidente da França, Emmanuel Macron, reafirmou o apoio europeu à Dinamarca e à Groenlândia, declarando que "a Groenlândia não está à venda, nem será tomada", e que os groenlandeses decidirão seu futuro. Em 29 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, expressou otimismo após conversas "muito construtivas" com os Estados Unidos sobre a Groenlândia, indicando um retorno a um "bom caminho" diplomático após um período de escalada de tensões. Ele também mencionou a necessidade de renegociar um tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.
Contexto histórico e desenvolvimento
O interesse dos Estados Unidos na Groenlândia não é recente; o presidente Harry Truman tentou comprá-la após a Segunda Guerra Mundial, e o interesse americano remonta ao século XIX. No entanto, a questão ganhou proeminência internacional com Donald Trump. Durante seu primeiro mandato, Trump fez uma oferta para comprar a ilha, que foi prontamente recusada. Ao retornar à Casa Branca, ele intensificou sua retórica, citando razões de segurança nacional e o vasto potencial de recursos minerais da ilha.
Em março de 2025, o vice-presidente JD Vance visitou uma base militar americana na Groenlândia, acusando a Dinamarca de subinvestir na região. Em dezembro de 2025, Trump nomeou Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial para a Groenlândia, com a missão declarada de torná-la "parte dos EUA". Esta nomeação reacendeu as tensões, levando a uma forte reação da Dinamarca e da Groenlândia, que emitiram uma declaração conjunta reiterando a inviolabilidade de suas fronteiras e soberania, garantidas pelo direito internacional. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, convocou o embaixador dos EUA em Copenhague para expressar seu descontentamento.
Em janeiro de 2026, a Casa Branca confirmou que Trump considerava a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional e que o uso de força militar era uma das opções avaliadas. Esta postura provocou uma resposta unida de países europeus, incluindo França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca, que emitiram uma declaração conjunta afirmando que "a Groenlândia pertence ao seu povo" e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir seu futuro. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque dos EUA à Groenlândia poderia significar o fim da OTAN.
Em 8 de janeiro de 2026, a agência de notícias Reuters divulgou que o governo americano estava considerando oferecer pagamentos diretos aos habitantes da Groenlândia, variando entre US$ 10 mil e US$ 100 mil por pessoa, como parte de um plano para incentivar a ilha a se separar da Dinamarca e, futuramente, integrar aos Estados Unidos. A proposta visa obter apoio político diante da relutância da Groenlândia e da Dinamarca. Outras opções em análise incluem o Compacto de Livre Associação (COFA), um modelo já utilizado com países do Pacífico que prevê assistência militar e serviços em troca de liberdade para bases americanas e incentivos comerciais, exigindo a saída da Groenlândia da jurisdição dinamarquesa. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, rejeitou publicamente as "fantasias sobre anexação". O Secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou que se reuniria em breve com seu homólogo dinamarquês para discutir o tema.
Em 9 de janeiro de 2026, Trump elevou o tom da retórica ao declarar publicamente que os Estados Unidos farão um acordo pela Groenlândia "do jeito fácil ou do jeito difícil". O presidente afirmou que a negociação ocorrerá "quer eles gostem ou não", embora tenha ressaltado que ainda não se discutem valores financeiros específicos para a aquisição. Essa declaração marcou uma transição de uma proposta de compra para uma ameaça explícita de aquisição não consensual. Em resposta imediata a essa declaração, o governo local da Groenlândia rebateu enfaticamente, afirmando que "não queremos ser americanos", reiterando sua posição de não desejar que seus cidadãos se tornem parte dos Estados Unidos e intensificando as tensões diplomáticas. No mesmo dia, em entrevista ao jornal "The New York Times", Trump afirmou que estava disposto a sacrificar a existência da OTAN para integrar a Groenlândia aos EUA, justificando que a aquisição é "psicologicamente necessária para o sucesso" e que ele "não precisa" do direito internacional, pois seus poderes presidenciais se limitam apenas à sua própria moralidade. Em resposta a essas declarações e à possibilidade de uma invasão, a Europa e a Dinamarca começaram a preparar planos de contingência.
Em 10 de janeiro de 2026, Donald Trump reafirmou o interesse dos EUA em adquirir o controle da Groenlândia, justificando a necessidade de deter o avanço de Rússia e China na região. Ele destacou que, apesar de os EUA já possuírem uma presença militar na ilha sob um acordo de 1951, o controle total da Groenlândia é crucial para a segurança nacional norte-americana e para a geopolítica no Ártico. No mesmo dia, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, e outros quatro líderes partidários (Pele Broberg, Múte B. Egede, Aleqa Hammond e Aqqalu C. Jerimiassen) divulgaram um comunicado conjunto reiterando que "Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses", e que o futuro da ilha deve ser decidido pelo povo groenlandês, sem interferência externa. Autoridades da Dinamarca, da Groenlândia e dos Estados Unidos se reuniram em Washington e planejam novos encontros para discutir a situação.
Em 13 de janeiro de 2026, o primeiro-ministro da Groenlândia reiterou que a ilha prefere permanecer com a Dinamarca a ser adquirida pelos EUA, em meio à ofensiva de Trump.
Em 14 de janeiro de 2026, a Dinamarca anunciou que a Groenlândia é "vital" para o "Domo de Ouro", um escudo antimísseis que ele deseja construir sobre o território americano até o fim de seu mandato. Ele explicou que a localização da ilha, entre os EUA e a Rússia, é a rota mais curta para mísseis balísticos russos e, portanto, um ponto estratégico para interceptadores de mísseis. A ilha também está na lacuna GIUK, um corredor naval crucial entre a Groenlândia, Islândia e Reino Unido, e o derretimento do gelo no Ártico abre novas rotas de navegação, o que exige a instalação de radares para monitorar embarcações chinesas e russas. Além da importância militar, a Groenlândia possui vastas reservas inexploradas de petróleo, gás, minerais críticos e elementos de terras raras, essenciais para tecnologias modernas. No mesmo dia, a Groenlândia e a Dinamarca anunciaram um reforço da presença militar na ilha e seus arredores, em "estreita colaboração" com aliados da OTAN. O Ministério da Defesa dinamarquês detalhou que os exercícios militares incluirão a proteção de instalações críticas, apoio às autoridades locais, recepção de tropas aliadas, mobilização de aeronaves de combate e resolução de tarefas navais. Este anúncio ocorreu após Trump questionar a capacidade dos países europeus de impedi-lo de tomar o controle do território, sugerindo que a OTAN deveria liderar o processo de aquisição da Groenlândia e afirmando que a ilha é "vital" para o "Domo de Ouro", um escudo antimísseis que ele deseja construir. Trump também alfinetou os aliados, dizendo que a OTAN não tem "força" sem o poder militar dos EUA. Em resposta às ameaças de Trump, países europeus, como Reino Unido e Alemanha, começaram a elaborar planos de contingência, incluindo a possibilidade de enviar tropas à Groenlândia e propor uma missão conjunta da OTAN para proteger a região do Ártico. Uma reunião entre autoridades da Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos na Casa Branca foi agendada para debater o futuro do território, com a participação do Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, da ministra das Relações Exteriores groenlandesa, Vivian Motzfeldt, e do ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reiterou que o país não fará "concessões fundamentais".
Em 15 de janeiro de 2026, um avião da Força Aérea Real da Dinamarca pousou em Nuuk, capital da Groenlândia, desembarcando as primeiras tropas dinamarquesas no território ártico. A chegada das tropas dinamarquesas e de militares de outros países da OTAN, como Alemanha, França, Suécia e Noruega, que também prometeram enviar soldados, faz parte dos exercícios militares "Resistência Ártica" e visa reforçar a segurança na região. O presidente Trump reiterou que os EUA precisam da Groenlândia e que não se pode confiar na Dinamarca para proteger a ilha, deixando todas as opções em aberto, incluindo ação militar. Após a reunião em Washington, autoridades dinamarquesas e groenlandesas, incluindo Vivian Motzfeldt, e representantes dos EUA, concordaram em criar um grupo de trabalho para discutir as preocupações de segurança dos EUA, apesar do "desacordo fundamental" sobre o futuro da Groenlândia. As posições sobre a anexação permaneceram divergentes após as conversas na Casa Branca, com a Dinamarca estabelecendo "linhas vermelhas" e a Casa Branca reafirmando o objetivo de Trump.
Em 16 de janeiro de 2026, uma delegação bipartidária de congressistas americanos, liderada pelo senador democrata Chris Coons e incluindo os senadores republicanos Thom Tillis e Lisa Murkowski, reuniu-se com líderes da Dinamarca e da Groenlândia em Copenhague. O objetivo foi "amenizar a tensão" gerada pelas ameaças de Trump, com Coons afirmando que há "muita retórica, mas pouca realidade" na discussão em Washington. Murkowski expressou que a maioria dos americanos desaprova a aquisição e o uso da força. Parlamentares de ambos os partidos consideram legislar para restringir a capacidade de Trump de anexar a Groenlândia. No mesmo dia, Jeff Landry, enviado especial de Trump, afirmou que planeja visitar a Groenlândia em março e acredita que um acordo pode ser fechado, enquanto Trump ameaçou impor tarifas a países que não apoiarem seu plano.
Em 18 de janeiro de 2026, a Groenlândia agradeceu o apoio de nações europeias, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, que enviaram pequenos grupos de militares à ilha a pedido da Dinamarca. A ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, destacou a coragem europeia diante das ameaças de tarifas punitivas de Trump. Líderes europeus alertaram para uma "perigosa espiral descendente" e prometeram manter o apoio à soberania da Dinamarca. Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, afirmou que as tarifas visam pressionar aliados da OTAN, não a economia groenlandesa. Milhares de manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia protestaram, pedindo que a ilha determine seu próprio futuro. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lökke Rasmussen, anunciou visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir o fortalecimento da coordenação e dissuasão da OTAN no Ártico. Países nórdicos como Suécia, Finlândia e Noruega expressaram apoio à Dinamarca, condenando as ameaças de Trump e defendendo o diálogo. No mesmo dia, Donald Trump chegou a Davos para o Fórum Econômico Mundial, escalando a tensão com a União Europeia e intensificando sua ofensiva tarifária por conta da Groenlândia, o que abalou os alicerces da UE e da OTAN. Em 18 de janeiro de 2026, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou o compromisso da União Europeia em defender a soberania da Groenlândia e do Reino da Dinamarca, em um contexto de cooperação e apoio mútuo. Também em 18 de janeiro de 2026, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, dialogou com Donald Trump em meio às crescentes tensões entre os Estados Unidos e a Europa, com a questão da Groenlândia sendo um dos pontos centrais de atrito. Rutte expressou a intenção de continuar o trabalho e encontrar Trump em Davos.
Em 19 de janeiro de 2026, a Dinamarca cancelou sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, em resposta direta às ameaças de Trump sobre a Groenlândia, evidenciando a crescente deterioração das relações diplomáticas.
Em 21 de janeiro de 2026, em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, Trump insistiu na compra da Groenlândia, mas descartou o uso da força. Posteriormente, em reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Trump afirmou que os EUA e a aliança avançaram em um acordo envolvendo a Groenlândia e o Ártico, com a proposta de entrega de áreas da ilha para a construção de bases militares.
Em 22 de janeiro de 2026, Donald Trump recuou de suas ameaças de uso de força para adquirir a Groenlândia, afirmando ter garantido um acordo de "acesso total" e "permanente" ao território. No mesmo dia, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, elogiou a postura de Trump e se mostrou disposto a negociar uma maior participação norte-americana no território, mas reiterou que a soberania da ilha é uma "linha vermelha" e não aceitará ceder o governo nem parte dele para os Estados Unidos.
Em 23 de janeiro de 2026, Trump declarou ao New York Post que os EUA terão soberania sobre as áreas de suas bases militares na Groenlândia, sugerindo um modelo similar ao de "áreas de base soberana" do Reino Unido no Chipre.
Em 28 de janeiro de 2026, o presidente da França, Emmanuel Macron, se encontrou com os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia em Paris, onde declarou publicamente o apoio da França ao Reino da Dinamarca e à autodeterminação da Groenlândia, afirmando que "a Groenlândia não está à venda, nem será tomada. Os groenlandeses decidirão seu futuro".
Em 29 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, expressou otimismo após conversas "muito construtivas" com os Estados Unidos sobre a Groenlândia. Ele afirmou que, embora as questões não estejam resolvidas, as discussões estão "no bom caminho" após um período de escalada, e que novas reuniões estão sendo planejadas. Rasmussen destacou que a Dinamarca compartilha as preocupações de segurança dos EUA em relação ao Ártico e busca cooperação. Ele também mencionou a necessidade de renegociar com o governo Trump um tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.
Reações da Extrema Direita Europeia
As ameaças de Donald Trump de adquirir a Groenlândia e de impor tarifas comerciais a países europeus geraram críticas até mesmo entre seus aliados da extrema direita no continente. Essa reação inesperada destaca a tensão entre a ideologia nacionalista, que preza pela soberania e não-interferência em assuntos internos de outros países, e as ações intervencionistas de Trump. Líderes e partidos da ultradireita europeia condenaram a postura do presidente norte-americano, vendo-a como uma ameaça aos interesses nacionais e à autodeterminação da Europa.
Alice Weidel (AfD, Alemanha): A co-líder da Alternativa para a Alemanha (AfD) acusou Trump de "violar uma promessa eleitoral fundamental" de não interferir em outros países, exigindo que ele "explique isso aos seus próprios eleitores". Tino Chrupalla, outro co-líder da AfD, classificou as ações de Trump como "táticas de Velho Oeste" e "política imperial".
Giorgia Meloni (Primeira-ministra da Itália): Meloni, que havia sido elogiada por Trump, considerou as ameaças de tarifas um "erro" e alertou sobre os riscos para a OTAN. Ela afirmou: "A previsão de um aumento de tarifas contra os países que escolheram contribuir para a segurança da Groenlândia é um erro, e eu não concordo com isso”.
Jordan Bardella (Reunião Nacional, França): O líder do Reunião Nacional, herdeiro político de Marine Le Pen, pediu que a Europa reagisse e não fosse "submissa" aos Estados Unidos. Em discurso no Parlamento francês, Bardella declarou: "Quando um presidente dos EUA ameaça um território europeu usando pressão comercial, isso não é diálogo — é coerção. E nossa credibilidade está em jogo. A escolha é simples: submissão ou soberania". Ele também expressou inquietação com as ameaças de Trump à soberania dos Estados europeus.
Nigel Farage (Reino Unido): O líder da extrema direita britânica e aliado de longa data de Trump, Nigel Farage, criticou as ameaças de tarifas, afirmando que "ameaçar os aliados mais próximos não é o caminho certo". Ele destacou a importância da "autodeterminação nacional", um princípio fundamental para a ultradireita, e disse que "bons amigos também entram em desacordo".
Partido Popular da Dinamarca: Mesmo um partido dinamarquês alinhado aos valores do movimento MAGA de Trump criticou a postura do presidente, considerando-a contrária ao princípio da soberania nacional. O líder da sigla, Morten Messerschmidt, expressou que ser retratado como alguém que simpatizaria com ameaças ao reino dinamarquês seria "prejudicial".
Essas reações demonstram que a agenda de Trump para a Groenlândia gerou uma rara união de críticas em todo o espectro político europeu, incluindo setores que normalmente o apoiam, evidenciando a percepção de que suas ações representam uma ameaça direta à soberania e aos interesses europeus.
O Domo de Ouro
O "Golden Dome" - Domo de Ouro, em português - é um sistema de defesa antimísseis inspirado no Domo de Ferro de Israel e que foi anunciado por Trump em maio de 2025. O projeto é avaliado em US$ 175 bilhões (equivalente a R$ 1 trilhão) e está em desenvolvimento pelo Pentágono, com a meta de ser concluído até o final do mandato de Trump em 2029. Assim que assumiu o mandato em janeiro de 2025, Trump assinou um decreto para levar o projeto adiante, justificando-o pela ameaça de ataques balísticos, hipersônicos e de cruzeiro, e estabelecendo o objetivo de "paz pela força". Trump citou a ideia de Ronald Reagan para um sistema de defesa similar, afirmando que a tecnologia atual permite sua concretização.
O Domo de Ouro foi concebido para ser capaz de detectar e parar mísseis em todos os quatro estágios principais de um possível ataque: detectá-los e destruí-los antes do lançamento; interceptá-los no estágio inicial do voo; pará-los no meio do caminho no ar; e detê-los nos minutos finais enquanto descem em direção a um alvo. O projeto inclui quatro camadas de defesa: uma baseada em satélite e três em terra, com 11 baterias de curto alcance localizadas nos Estados Unidos continental, Alasca e Havaí. A primeira camada ficará baseada no espaço para alerta e rastreamento de mísseis, bem como sua defesa. As três camadas terrestres serão formadas por interceptadores de mísseis, conjuntos de radares e, potencialmente, lasers. Os EUA operam bases de lançamento GMD no sul da Califórnia e no Alasca, e o plano adicionaria uma terceira base no Centro-Oeste para combater ameaças adicionais. Esta nova base abrigaria interceptadores chamados NGI, de última geração, que fariam parte da "camada superior" junto com o sistema THAAD (Defesa Terminal de Área de Alta Altitude). Um dos principais objetivos do sistema Golden Dome é neutralizar alvos durante a chamada "fase de impulso" — o estágio inicial e previsível da trajetória de um míssil enquanto ele ainda está subindo pela atmosfera terrestre. O projeto busca implementar interceptadores baseados no espaço, capazes de reagir mais rapidamente e interceptar mísseis inimigos com maior eficiência. As últimas linhas de defesa, chamadas de "camada inferior" e "Defesa de Área Limitada", contarão com novos radares e sistemas já existentes, como o sistema de defesa antimísseis Patriot. Além disso, será implantado um novo lançador, projetado para disparar interceptadores atuais e futuros contra todos os tipos de ameaças.
Políticas econômicas de Trump e o impacto global
As políticas econômicas de Donald Trump, caracterizadas por um forte protecionismo e a imposição de tarifas, tiveram um impacto significativo nas relações comerciais globais. A aplicação de um "tarifaço" a produtos europeus, com taxas de 15% para entrada no mercado americano, levou a União Europeia a buscar a diversificação de suas alianças comerciais, como no acordo com o Mercosul. Este acordo, embora enfrentando resistência interna de agricultores europeus, foi impulsionado por países como Alemanha e Espanha, que buscavam apoiar seus exportadores e reduzir a dependência de mercados afetados pelas políticas tarifárias dos EUA. A UE implementou salvaguardas, reduziu tarifas de fertilizantes, antecipou subsídios agrícolas e impôs novas restrições a agrotóxicos para mitigar as preocupações dos produtores locais e viabilizar o acordo, demonstrando a complexidade das dinâmicas comerciais em resposta às pressões geopolíticas. A ameaça de Trump de impor tarifas a países que não apoiarem seu plano para a Groenlândia, justificando-o pela segurança nacional, adiciona uma nova camada de pressão e incerteza às relações comerciais internacionais. Em 18 de janeiro de 2026, Trump ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus que enviaram militares à Groenlândia, gerando condenação e promessas de apoio à soberania dinamarquesa por parte dos líderes europeus, que alertaram para uma "perigosa espiral descendente" nas relações transatlânticas. A chegada de Trump a Davos no mesmo dia, para o Fórum Econômico Mundial, serviu como palco para a escalada dessas tensões e a intensificação de sua ofensiva tarifária, com implicações para a União Europeia e a OTAN. No mesmo dia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou o compromisso da União Europeia em defender a soberania da Groenlândia e do Reino da Dinamarca. Em 19 de janeiro de 2026, a Dinamarca cancelou sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, em um claro sinal de protesto contra as ameaças de Trump relacionadas à Groenlândia. As ameaças de Trump de impor tarifas a aliados europeus também provocaram críticas de seus próprios aliados da extrema direita no continente, que viram na postura do presidente norte-americano uma violação da soberania nacional e uma ameaça aos interesses europeus, contradizendo princípios nacionalistas e de não-interferência. Em 22 de janeiro de 2026, Trump recuou de suas ameaças de uso de força, mas em 23 de janeiro de 2026, ele propôs que os EUA teriam soberania sobre as áreas de suas bases militares na Groenlândia, o que pode impactar futuras negociações comerciais e diplomáticas com a Dinamarca e a União Europeia, dependendo de como essa nova abordagem for recebida. Em 28 de janeiro de 2026, o presidente francês Emmanuel Macron reforçou o apoio europeu à Dinamarca e à Groenlândia, condenando as pressões de Trump e defendendo a autodeterminação da ilha. Em 29 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, expressou otimismo após conversas "muito construtivas" com os Estados Unidos, indicando uma possível desescalada das tensões e um retorno ao diálogo, com a perspectiva de renegociar o tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.
Linha do tempo
Março de 2025: Vice-presidente JD Vance visita base militar dos EUA na Groenlândia e critica o investimento dinamarquês na região.
21 de dezembro de 2025: Donald Trump nomeia Jeff Landry como enviado especial dos EUA para a Groenlândia.
22 de dezembro de 2025: Dinamarca e Groenlândia emitem declaração conjunta rejeitando a anexação e cobrando respeito à integridade territorial. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês convoca o embaixador dos EUA.
Início de janeiro de 2026: Casa Branca confirma que Trump considera a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional e que o uso de força militar é uma opção.
7 de janeiro de 2026: Países europeus, incluindo França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Dinamarca, emitem declaração conjunta defendendo a soberania da Groenlândia e a integridade territorial do Reino da Dinamarca. A Casa Branca confirma que Trump considera a compra da Groenlândia para conter a influência de Rússia e China, preferindo a diplomacia, mas sem descartar o uso da força. Donald Trump Jr. chega a Nuuk, Groenlândia.
8 de janeiro de 2026: Agência Reuters divulga que o governo dos EUA estuda oferecer pagamentos diretos aos habitantes da Groenlândia (US$ 10 mil a US$ 100 mil por pessoa) e modelos como o Compacto de Livre Associação (COFA) para incentivar a anexação. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, rejeita as "fantasias de anexação". O Secretário de Estado, Marco Rubio, anuncia reunião com homólogo dinamarquês.
9 de janeiro de 2026: Donald Trump declara que os EUA farão um acordo pela Groenlândia "do jeito fácil ou do jeito difícil", afirmando que a ação ocorrerá independentemente da vontade das partes envolvidas. O governo local da Groenlândia responde imediatamente, declarando: "Não queremos ser americanos". Em entrevista ao "The New York Times", Trump afirma estar disposto a sacrificar a OTAN pela Groenlândia e que "não precisa" do direito internacional, pois seus poderes presidenciais se limitam à sua própria moralidade. A Europa e a Dinamarca preparam planos de contingência para uma possível invasão.
9 de janeiro de 2026: A União Europeia aprova o acordo comercial com o Mercosul, apesar da oposição de alguns países membros, buscando diversificar alianças comerciais em resposta às políticas protecionistas dos EUA.
10 de janeiro de 2026: Donald Trump reafirma o interesse dos EUA em adquirir o controle da Groenlândia, justificando a necessidade de deter o avanço de Rússia e China na região, apesar da presença militar existente desde 1951. No mesmo dia, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, e outros quatro líderes partidários (Pele Broberg, Múte B. Egede, Aleqa Hammond e Aqqalu C. Jerimiassen) divulgam um comunicado conjunto reiterando que "Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses". Autoridades da Dinamarca, da Groenlândia e dos EUA se reúnem em Washington e planejam novos encontros.
Principais atores
Donald Trump: Presidente dos Estados Unidos, principal proponente da aquisição da Groenlândia e responsável por políticas econômicas protecionistas. Justifica a aquisição como crucial para a segurança nacional, para deter Rússia e China, e como "psicologicamente necessário para o sucesso" e vital para o "Domo de Ouro", um escudo antimísseis, citando a ideia de Ronald Reagan. Afirma estar disposto a sacrificar a OTAN e ignorar o direito internacional. Questiona a capacidade da OTAN sem o poder militar dos EUA e reitera que não se pode confiar na Dinamarca para proteger a ilha. Ameaça impor tarifas a países que não apoiarem seu plano para a Groenlândia, incluindo oito aliados europeus em 18 de janeiro de 2026. Sua chegada a Davos em 18 de janeiro de 2026, para o Fórum Econômico Mundial, foi marcada pela escalada de tensões com a União Europeia e pela intensificação de sua ofensiva tarifária relacionada à Groenlândia. Suas ações também provocaram críticas de seus aliados da extrema direita na Europa. Em 21 de janeiro de 2026, em Davos, insistiu na compra da Groenlândia, mas descartou o uso da força, e em reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que avançaram em um acordo sobre a entrega de áreas da ilha para bases militares. Em 22 de janeiro de 2026, recuou de ameaças de uso de força, mas afirmou ter garantido um acordo de "acesso total" e "permanente" ao território. Em 23 de janeiro de 2026, declarou que os EUA terão soberania sobre as áreas de suas bases militares na Groenlândia, propondo um modelo de "área de base soberana".
Jeff Landry: Governador da Louisiana, nomeado enviado especial dos EUA para a Groenlândia por Trump. Planeja visitar a Groenlândia em março de 2026, acreditando que um acordo pode ser fechado.
Mette Frederiksen: Primeira-ministra da Dinamarca, defensora da soberania dinamarquesa e groenlandesa, que alertou que um ataque dos EUA à Groenlândia significaria o fim da OTAN. Envolvida na preparação de planos de contingência europeus e afirmou que o país não fará "concessões fundamentais".
Jens-Frederik Nielsen: Primeiro-ministro da Groenlândia, defensor da autodeterminação groenlandesa, que rejeitou publicamente as propostas de anexação e a ideia de se tornar americano. Co-signatário do comunicado de 10 de janeiro de 2026 e reiterou em 13 de janeiro de 2026 a preferência da ilha pela Dinamarca. Reuniu-se com a delegação de congressistas americanos em 16 de janeiro de 2026. Em 22 de janeiro de 2026, elogiou a postura de Trump e se mostrou disposto a negociar uma maior participação norte-americana no território, mas reiterou que a soberania da ilha é uma "linha vermelha" e não aceitará ceder o governo nem parte dele para os Estados Unidos.
Naaja Nathanielsen: Ministra da Groenlândia responsável pelos setores de negócios, energia e minerais. Em 18 de janeiro de 2026, agradeceu o apoio europeu contra as ameaças de tarifas de Trump, destacando a coragem das nações europeias.
Termos importantes
Soberania: O poder e direito de um Estado de governar a si mesmo sem interferência externa.
Integridade Territorial: O princípio que garante que as fronteiras de um Estado são invioláveis e não podem ser alteradas por força externa.
Território Autônomo: Uma região que possui um grau significativo de autogoverno, mas que ainda faz parte de um Estado maior.
Enviado Especial: Um representante diplomático nomeado para uma missão específica ou para tratar de um assunto particular.
Convocação de Embaixador: Um ato diplomático formal onde um país chama o embaixador de outro país para uma reunião, geralmente para expressar protesto ou descontentamento.
Compacto de Livre Associação (COFA): Um tipo de acordo internacional que os EUA têm com alguns países do Pacífico, oferecendo assistência militar e serviços em troca de direitos de base militar e incentivos comerciais.
Tarifaço: Termo popular para a imposição de altas tarifas alfandegárias, como as aplicadas pelos EUA a produtos europeus.
Salvaguardas (comércio): Medidas temporárias que um país ou bloco comercial pode aplicar para proteger uma indústria doméstica de um aumento súbito e prejudicial de importações.
Direito Internacional: O conjunto de regras e princípios que regem as relações entre Estados e outras entidades internacionais.
Moralidade Presidencial: Conceito invocado por Trump para descrever os limites de seus próprios poderes, sugerindo que eles são definidos por sua própria ética pessoal, em vez de leis ou normas estabelecidas.
Domo de Ouro: Escudo antimísseis que Donald Trump deseja construir para proteger os EUA, e que ele considera a Groenlândia vital para sua eficácia. O projeto, avaliado em US$ 175 bilhões, visa detectar e destruir mísseis em todas as fases de um ataque, com camadas de defesa baseadas em satélite e em terra.
Resistência Ártica: Nome da operação de exercícios militares conjuntos organizada pela Dinamarca, com participação de tropas francesas e de outros aliados da OTAN, na Groenlândia.
Delegação Bipartidária: Um grupo de representantes políticos de diferentes partidos que se unem para uma missão ou objetivo comum.
Espiral Descendente Perigosa: Termo usado por líderes europeus para descrever o risco de deterioração das relações transatlânticas devido às ameaças de tarifas de Trump.
Fórum Econômico Mundial em Davos: Evento anual que reúne líderes empresariais, políticos e intelectuais para discutir questões globais, servindo como palco para importantes declarações e negociações.
13 de janeiro de 2026: O primeiro-ministro da Groenlândia declara que a ilha prefere a Dinamarca aos EUA, em meio à ofensiva de Donald Trump para adquiri-la.
14 de janeiro de 2026: Donald Trump afirma que a Groenlândia é "vital" para o "Domo de Ouro", escudo antimísseis que ele deseja construir. A Dinamarca anuncia que irá reforçar sua presença militar na Groenlândia e fortalecer a presença da OTAN no Ártico. O Ministério da Defesa dinamarquês detalha exercícios militares e o envio de equipamentos e tropas. Uma reunião entre autoridades da Groenlândia (Vivian Motzfeldt), Dinamarca (Lars Løkke Rasmussen) e Estados Unidos (Marco Rubio e J.D. Vance) é agendada na Casa Branca para debater o futuro do território. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reitera que o país não fará "concessões fundamentais". Países europeus, liderados por Reino Unido e Alemanha, elaboram planos de contingência, incluindo a possibilidade de enviar tropas à Groenlândia e propor uma missão conjunta da OTAN para proteger a região do Ártico, em resposta às ameaças de Trump.
15 de janeiro de 2026: Um avião militar dinamarquês pousa em Nuuk, capital da Groenlândia, desembarcando tropas. Alemanha, França, Suécia e Noruega anunciam envio de soldados para a ilha, participando de exercícios militares conjuntos como a operação "Resistência Ártica". Autoridades da Dinamarca e Groenlândia se reúnem em Washington com representantes dos EUA (JD Vance e Marco Rubio), concordando em criar um grupo de trabalho para discutir preocupações de segurança, apesar do "desacordo fundamental" sobre o futuro da Groenlândia. Donald Trump reitera a necessidade dos EUA controlarem a Groenlândia e a Casa Branca não descarta ação militar.
16 de janeiro de 2026: Uma delegação bipartidária de congressistas americanos, liderada pelo senador democrata Chris Coons, visita Copenhague para se reunir com líderes da Dinamarca e da Groenlândia, buscando "amenizar a tensão" sobre as ameaças de Trump. A delegação incluiu os senadores republicanos Thom Tillis e Lisa Murkowski. Jeff Landry, enviado especial de Trump, anuncia planos de visitar a Groenlândia em março. No mesmo dia, Donald Trump declara a possibilidade de impor tarifas comerciais a países que não apoiarem seu plano para a Groenlândia, afirmando: "Posso impor uma tarifa aos países que não concordarem com a Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional".
18 de janeiro de 2026: A Groenlândia agradece o apoio de nações europeias, incluindo França, Alemanha e Reino Unido, que enviaram militares à ilha. Trump ameaça impor tarifas comerciais a oito aliados europeus. Líderes europeus alertam para uma "perigosa espiral descendente" e reafirmam apoio à soberania dinamarquesa. Embaixadores dos 27 países da União Europeia se reúnem para discutir a resposta às ameaças de tarifas. Protestos ocorrem na Dinamarca e na Groenlândia. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca anuncia visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir o fortalecimento da coordenação e dissuasão da OTAN no Ártico. Suécia, Finlândia e Noruega expressam apoio à Dinamarca e condenam as ameaças de Trump. Donald Trump chega a Davos para o Fórum Econômico Mundial, escalando a tensão com a União Europeia e intensificando sua ofensiva tarifária por conta da Groenlândia, o que abalou os alicerces da UE e da OTAN. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, declara o compromisso da União Europeia em defender a soberania da Groenlândia e do Reino da Dinamarca. No mesmo dia, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, dialoga com Donald Trump em meio à tensão entre os EUA e a Europa pela Groenlândia.
19 de janeiro de 2026: A Dinamarca cancela sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, em resposta às ameaças de Donald Trump relacionadas à Groenlândia.
21 de janeiro de 2026: Em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, Trump insiste na compra da Groenlândia, mas descarta o uso da força. Em reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Trump afirma que os EUA e a aliança avançaram em um acordo envolvendo a Groenlândia e o Ártico, com a proposta de entrega de áreas da ilha para a construção de bases militares.
22 de janeiro de 2026: Donald Trump recua de suas ameaças de uso de força para adquirir a Groenlândia, afirmando ter garantido um acordo de "acesso total" e "permanente" ao território. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, elogia a postura de Trump e se mostra disposto a negociar uma maior participação norte-americana no território, mas reitera que a soberania da ilha é uma "linha vermelha" e não aceitará ceder o governo nem parte dele para os Estados Unidos.
23 de janeiro de 2026: Donald Trump declara ao New York Post que os EUA terão soberania sobre as áreas de suas bases militares na Groenlândia, sugerindo um modelo similar ao de "áreas de base soberana" do Reino Unido no Chipre.
24 de janeiro de 2026: Aliados da extrema direita europeia, incluindo Alice Weidel (AfD, Alemanha), Giorgia Meloni (Itália), Jordan Bardella (Reunião Nacional, França), Nigel Farage (Reino Unido) e o Partido Popular da Dinamarca, criticam publicamente as ameaças de Trump de adquirir a Groenlândia e impor tarifas, vendo-as como uma violação da soberania nacional e dos princípios de não-interferência.
28 de janeiro de 2026: O presidente da França, Emmanuel Macron, se encontra com os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia em Paris, onde declara publicamente que "a Groenlândia não está à venda, nem será tomada", e que os groenlandeses decidirão seu futuro.
29 de janeiro de 2026: O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, expressa otimismo após conversas "muito construtivas" com os Estados Unidos sobre a Groenlândia em Washington. Ele afirma que, embora as questões não estejam resolvidas, as discussões estão "no bom caminho" após um período de escalada, e que novas reuniões estão sendo planejadas. Rasmussen menciona a necessidade de renegociar com o governo Trump um tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.
Christian Keldsen: Presidente da Associação Empresarial da Groenlândia. Em 18 de janeiro de 2026, afirmou que as tarifas de Trump visam pressionar aliados da OTAN, não a economia groenlandesa, e agradeceu o apoio dos governos europeus.
Pele Broberg, Múte B. Egede, Aleqa Hammond e Aqqalu C. Jerimiassen: Líderes partidários da Groenlândia que, juntamente com Jens-Frederik Nielsen, assinaram o comunicado de 10 de janeiro de 2026, reiterando a rejeição à anexação e a defesa da autodeterminação da ilha.
Lars Løkke Rasmussen: Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, responsável pelas relações diplomáticas. Participante da reunião na Casa Branca em 14 de janeiro de 2026 e em 16 de janeiro de 2026 com a delegação de congressistas americanos. Afirmou que a reunião com Vance e Rubio foi construtiva, apesar das divergências. Em 18 de janeiro de 2026, anunciou visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir o fortalecimento da coordenação e dissuasão da OTAN no Ártico. Presente no encontro com Emmanuel Macron em 28 de janeiro de 2026. Em 29 de janeiro de 2026, expressou otimismo após conversas "muito construtivas" com os Estados Unidos sobre a Groenlândia, indicando que as discussões estão "no bom caminho" e que novas reuniões estão sendo planejadas, além de mencionar a necessidade de renegociar o tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.
Marco Rubio: Secretário de Estado dos EUA, que planeja reunião com seu homólogo dinamarquês para discutir o tema. Participante da reunião na Casa Branca em 14 de janeiro de 2026 e da reunião em Washington em 15 de janeiro de 2026.
J.D. Vance: Vice-presidente dos EUA. Participante da reunião na Casa Branca em 14 de janeiro de 2026 e da reunião em Washington em 15 de janeiro de 2026.
Vivian Motzfeldt: Ministra das Relações Exteriores groenlandesa. Participante da reunião na Casa Branca em 14 de janeiro de 2026 e da reunião em Washington em 15 de janeiro de 2026, onde expressou o desejo de fortalecer a cooperação com os EUA, mas não de ser controlada por Washington.
Troels Lund Poulsen: Ministro da Defesa dinamarquês, que anunciou o reforço da presença militar na Groenlândia e o aumento da presença da OTAN no Ártico.
Mike Johnson: Presidente da Câmara dos Representantes, republicano, que expressou não ter conhecimento de planos de envio de tropas à Groenlândia, mas levantou preocupações sobre a tomada de decisões de Trump.
Thom Tillis: Senador republicano americano que criticou as declarações de Trump, defendendo o respeito à soberania dinamarquesa. Membro da delegação bipartidária que visitou Copenhague em 16 de janeiro de 2026.
Jeanne Shaheen: Senadora americana que criticou as declarações de Trump, defendendo o respeito à soberania dinamarquesa.
Chris Coons: Senador democrata, líder da delegação bipartidária de congressistas americanos que visitou Copenhague em 16 de janeiro de 2026, buscando "amenizar a tensão" sobre as ameaças de Trump.
Lisa Murkowski: Senadora republicana, membro da delegação bipartidária que visitou Copenhague em 16 de janeiro de 2026. Expressou que a maioria dos americanos desaprova a aquisição da Groenlândia e o uso da força.
Peter Welch: Senador democrata, membro da delegação bipartidária que visitou Copenhague em 16 de janeiro de 2026. Defendeu o direito da Dinamarca e Groenlândia à autodeterminação.
Ulf Kristersson: Primeiro-ministro da Suécia. Em 18 de janeiro de 2026, afirmou que a Suécia não se deixará chantagear pelas ameaças de tarifas de Trump e iniciou discussões com países da UE, Reino Unido e Noruega para uma resposta coordenada.
Alexander Stubb: Presidente da Finlândia. Em 18 de janeiro de 2026, defendeu que aliados resolvam suas diferenças por meio do diálogo e alertou que tarifas prejudicariam a relação transatlântica.
Jonas Gahr Stoere: Primeiro-ministro da Noruega. Em 18 de janeiro de 2026, afirmou que ameaças não têm lugar entre aliados e que a posição da Noruega é firme: a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca.
Ursula von der Leyen: Presidente da Comissão Europeia. Em 18 de janeiro de 2026, declarou o compromisso da União Europeia em defender a soberania da Groenlândia e do Reino da Dinamarca.
Mark Rutte: Secretário-geral da OTAN. Em 18 de janeiro de 2026, dialogou com Donald Trump em meio às tensões entre os EUA e a Europa, com a questão da Groenlândia sendo um dos pontos de atrito. Expressou a intenção de continuar o trabalho e encontrar Trump em Davos. Em 21 de janeiro de 2026, reuniu-se com Trump em Davos, onde avançaram em um acordo sobre a Groenlândia e o Ártico, incluindo a proposta de bases militares.
Emmanuel Macron: Presidente da França. Em 28 de janeiro de 2026, encontrou-se com os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia em Paris, onde declarou publicamente o apoio da França à soberania da Groenlândia, afirmando que a ilha "não está à venda, nem será tomada", e que seu futuro será decidido pelos groenlandeses.
Alice Weidel: Co-líder da AfD (Alternativa para a Alemanha), partido de extrema direita na Alemanha. Em 24 de janeiro de 2026, criticou Trump por "violar uma promessa eleitoral fundamental" de não interferência em outros países.
Tino Chrupalla: Co-líder da AfD (Alternativa para a Alemanha). Em 24 de janeiro de 2026, condenou as "táticas de Velho Oeste" e a "política imperial" de Trump.
Giorgia Meloni: Primeira-ministra da Itália. Em 24 de janeiro de 2026, classificou as ameaças de tarifas de Trump como um "erro" e alertou para os riscos à OTAN.
Jordan Bardella: Líder do Reunião Nacional, partido de extrema direita na França. Em 24 de janeiro de 2026, pediu que a Europa não fosse "submissa" aos EUA e expressou inquietação com as ameaças de Trump à soberania dos Estados europeus.
Nigel Farage: Líder da extrema direita britânica e deputado. Em 24 de janeiro de 2026, criticou as ameaças de tarifas de Trump, afirmando que "ameaçar os aliados mais próximos não é o caminho certo" e defendendo a "autodeterminação nacional".
Morten Messerschmidt: Líder do Partido Popular da Dinamarca. Em 24 de janeiro de 2026, criticou a postura de Trump como contrária ao princípio da soberania nacional.
Estados Unidos: País interessado na aquisição da Groenlândia, citando segurança nacional e recursos, e implementador de políticas tarifárias que impactaram o comércio global. Mantém presença militar na Groenlândia desde 1951. Seu presidente, Donald Trump, defende a aquisição da Groenlândia como vital para o "Domo de Ouro", um escudo antimísseis, e não descarta ação militar, incluindo a imposição de tarifas a países que não apoiarem seu plano. Enfrenta oposição bipartidária no Congresso e da maioria da opinião pública em relação aos planos de aquisição. A chegada de Trump a Davos em 18 de janeiro de 2026 abalou os alicerces da UE e da OTAN. Suas ações também geraram críticas de aliados da extrema direita europeia. Em 21 de janeiro de 2026, avançou em um acordo com a OTAN para bases militares na Groenlândia. Em 22 de janeiro de 2026, recuou de ameaças de uso de força, mas em 23 de janeiro de 2026, propôs que os EUA terão soberania sobre as áreas de suas bases militares na Groenlândia, buscando um acordo de "acesso total" e "permanente" ao território. Em 29 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca expressou otimismo após conversas construtivas com os EUA, indicando uma desescalada das tensões e a intenção de renegociar o tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.
Dinamarca: País soberano da Groenlândia, que defende sua integridade territorial e está preparando planos de contingência com a Europa. Sua defesa militar é responsável pela Groenlândia e reforçou a presença militar na ilha em parceria com aliados da OTAN, enviando tropas em 15 de janeiro de 2026. Recebeu uma delegação de congressistas americanos em 16 de janeiro de 2026. Em 18 de janeiro de 2026, seu ministro das Relações Exteriores anunciou visitas a capitais nórdicas e Londres para discutir o fortalecimento da OTAN no Ártico. Em 19 de janeiro de 2026, cancelou sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos em protesto contra as ameaças de Trump. O Partido Popular da Dinamarca, mesmo sendo um aliado ideológico de Trump, criticou suas ações. Em 28 de janeiro de 2026, recebeu o apoio público do presidente francês Emmanuel Macron. Em 29 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca expressou otimismo após conversas "muito construtivas" com os Estados Unidos, indicando um retorno ao diálogo e a intenção de renegociar o tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.
Groenlândia: Território autônomo dinamarquês, cujos líderes e população rejeitam a anexação e a integração aos EUA, afirmando que seu futuro deve ser decidido por seu próprio povo. Possui cerca de 57 mil habitantes. Reforçou sua presença militar em parceria com a Dinamarca e aliados da OTAN. Recebeu uma delegação de congressistas americanos em 16 de janeiro de 2026. Em 18 de janeiro de 2026, agradeceu o apoio europeu contra as ameaças de tarifas de Trump. Em 22 de janeiro de 2026, Trump afirmou ter garantido um acordo de "acesso total" e "permanente" ao território, e em 23 de janeiro de 2026, ele propôs a soberania dos EUA sobre as áreas de suas bases militares na ilha. No mesmo dia 22, o primeiro-ministro da Groenlândia reiterou que a soberania é uma "linha vermelha", mas se mostrou aberto a uma parceria mais estreita com os EUA. Em 28 de janeiro de 2026, recebeu o apoio público do presidente francês Emmanuel Macron. Em 29 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca expressou otimismo após conversas construtivas com os EUA, que também envolvem a Groenlândia, e a perspectiva de renegociar o tratado de 1951 sobre a mobilização de tropas americanas na ilha.
União Europeia: Bloco de países que apoia a integridade territorial do Reino da Dinamarca e que, em resposta às políticas dos EUA, buscou diversificar suas alianças comerciais, como no acordo com o Mercosul. Está preparando planos de contingência para uma possível invasão da Groenlândia, com Reino Unido e Alemanha liderando iniciativas para uma missão da OTAN no Ártico. Países como Alemanha, França, Suécia e Noruega prometeram enviar soldados para a Groenlândia para exercícios militares. Em 18 de janeiro de 2026, embaixadores dos 27 países da UE se reunirão para discutir a resposta às ameaças de tarifas de Trump, alertando para uma "perigosa espiral descendente" nas relações transatlânticas. A chegada de Trump a Davos no mesmo dia abalou os alicerces da UE devido à sua ofensiva tarifária. No mesmo dia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou o compromisso da União Europeia em defender a soberania da Groenlândia e do Reino da Dinamarca. As ameaças de Trump também geraram críticas de partidos de extrema direita dentro da UE, como a AfD e o Reunião Nacional. Em 28 de janeiro de 2026, o presidente francês Emmanuel Macron reafirmou o apoio europeu à soberania da Groenlândia.
Mercosul: Bloco comercial sul-americano que firmou acordo com a União Europeia.
OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte): Aliança militar da qual EUA e Dinamarca são membros, mencionada no contexto das tensões e cuja existência Trump afirmou estar disposto a sacrificar. Trump sugeriu que a OTAN deveria liderar a aquisição da Groenlândia e questionou sua força sem os EUA. Aliados europeus estão propondo uma missão conjunta da OTAN no Ártico e enviando tropas para exercícios militares como a operação "Resistência Ártica". Em 18 de janeiro de 2026, ministros das Relações Exteriores nórdicos e da Dinamarca discutirão o fortalecimento da coordenação, presença e dissuasão da OTAN no Ártico. A chegada de Trump a Davos em 18 de janeiro de 2026 abalou os alicerces da OTAN. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, dialogou com Donald Trump em 18 de janeiro de 2026, buscando mitigar as tensões e manter o diálogo dentro da aliança. Em 21 de janeiro de 2026, Trump e Rutte avançaram em um acordo sobre a Groenlândia e o Ártico, incluindo a proposta de bases militares. As ameaças de Trump também foram vistas por líderes europeus, incluindo Giorgia Meloni, como um risco para a aliança. O acordo entre Trump e Mark Rutte para aumentar a influência americana no território da Groenlândia foi um fator para a desescalada das ameaças de aquisição por força.
Nacionalismo: Ideologia política que enfatiza a importância da nação como uma entidade coesa e soberana, muitas vezes priorizando os interesses nacionais acima de considerações internacionais.
Não-interferência: Princípio do direito internacional que proíbe um Estado de intervir nos assuntos internos de outro Estado, frequentemente defendido por movimentos nacionalistas e de extrema direita.
Área de Base Soberana: Um modelo de acordo em que um país mantém soberania sobre uma área específica dentro do território de outro país, geralmente para fins militares, como as bases do Reino Unido no Chipre.
Linha Vermelha: Uma fronteira ou limite que não pode ser cruzado, indicando um ponto de não-retorno ou uma condição inegociável, como a soberania da Groenlândia para seu primeiro-ministro.
Tratado de 1951: Acordo entre os Estados Unidos e a Dinamarca sobre a mobilização de tropas americanas na Groenlândia, que será renegociado com o governo Trump.