A Groenlândia, um território autônomo sob custódia da Dinamarca, tornou-se um ponto focal de interesse geopolítico devido à sua localização estratégica no Ártico. Em setembro de 2025, tropas dinamarquesas já haviam participado de exercícios militares na ilha com aliados. No início de 2026, as tensões escalaram quando o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou a necessidade de os EUA controlarem a Groenlândia, expressando desconfiança na capacidade da Dinamarca de proteger a ilha e levantando a possibilidade de uma ação militar para garantir o controle. Trump justificou a potencial anexação como uma medida para impedir uma ocupação russa ou chinesa do território.
Em resposta às ameaças de Trump, a Dinamarca e a Groenlândia anunciaram um aumento de sua presença militar na ilha e em seus arredores, em estreita cooperação com aliados da OTAN. Em 14 de janeiro de 2026, um avião da Força Aérea Real da Dinamarca pousou em Nuuk, capital da Groenlândia, desembarcando as primeiras tropas. No mesmo dia, Alemanha, França, Suécia e Noruega anunciaram o envio de soldados para a Groenlândia. A Alemanha deslocou militares de reconhecimento a pedido da Dinamarca para avaliar contribuições militares e reforçar a segurança. A França, por meio do presidente Emmanuel Macron, anunciou a participação de tropas francesas em exercícios militares conjuntos, denominados “Resistência Ártica”.
Autoridades da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, em Washington. Apesar do desejo da ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, de fortalecer a cooperação com os EUA, ela deixou claro que o território não desejava ser controlado por Washington. O encontro resultou em um “desacordo fundamental” com Trump, mas as partes concordaram em criar um grupo de trabalho para discutir as preocupações de segurança dos EUA. Posteriormente, em 21 de janeiro de 2026, os EUA iniciaram negociações com a Dinamarca e a Groenlândia para um acordo estratégico, com o objetivo de barrar o avanço da Rússia e da China na região, um movimento que ocorreu após um recuo de Trump em tarifas, o que pode ter impactado as relações. A OTAN, por sua vez, reforçou seu compromisso de proteger o Ártico, com sete aliados árticos trabalhando em conjunto pela segurança da região. Em 22 de janeiro de 2026, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reiterou o pedido à OTAN por uma presença permanente na região do Ártico, incluindo a Groenlândia, enfatizando a soberania da Dinamarca e a abertura para discutir a cooperação de segurança com os EUA.