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Shell

A Shell plc é a petroleira britânica, com sede em Londres, que nasceu em 1907 da fusão da holandesa Royal Dutch com a britânica Shell Transport and Trading. Comandada por Wael Sawan desde 2023, é a segunda maior produtora de petróleo do Brasil e sócia da Cosan na Raízen. Em 29 de outubro de 2026, reportou lucro ajustado de US$ 10,8 bilhões no terceiro trimestre, quase o dobro de um ano antes, e anunciou recompra de ações de US$ 5 bilhões.

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Foto: Reading Tom / CC BY 2.0

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O que é a Shell

A Shell plc é uma petroleira britânica com sede em Londres, a maior empresa de petróleo e gás de capital aberto da Europa, presente em mais de 90 países em todas as etapas do setor: exploração, produção, refino, gás natural liquefeito (GNL), química, comércio de energia e postos de combustível.

  • Origem: nasceu em abril de 1907 da fusão da holandesa Royal Dutch Petroleum com a britânica "Shell" Transport and Trading Company.
  • Bolsas: listagem principal na Bolsa de Londres, com negociação também em Amsterdã e Nova York (ação SHEL).
  • CEO: Wael Sawan, desde 1º de janeiro de 2023.
  • Produção: 2,574 milhões de barris de óleo equivalente por dia no terceiro trimestre de 2026, segundo o relatório da empresa.
  • No Brasil: segunda maior produtora de petróleo e gás do país, sócia da Petrobras em campos do pré-sal e sócia da Cosan na Raízen, que opera os postos Shell no Brasil.

Resultado do 3º trimestre de 2026

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Shell’s third quarter 2026 results presentation | Investor Relations

A Shell divulgou em 29 de outubro de 2026 o balanço do trimestre encerrado em 30 de setembro. Os números abaixo são do relatório da própria empresa:

  • Lucro ajustado: US$ 10,814 bilhões, quase o dobro dos US$ 5,432 bilhões do terceiro trimestre de 2025 e acima dos US$ 9,836 bilhões do segundo trimestre de 2026.
  • Lucro atribuído aos acionistas: US$ 12,057 bilhões.
  • Recompra de ações: novo programa de US$ 5 bilhões, a ser concluído até a divulgação do quarto trimestre. O programa anterior, de US$ 4,2 bilhões no total, foi encerrado.
  • Dividendo: US$ 0,3906 por ação.
  • Caixa: fluxo de caixa operacional de US$ 21 bilhões e fluxo de caixa livre de US$ 16,3 bilhões.
  • Dívida: a dívida líquida caiu para US$ 39,7 bilhões, de US$ 41,8 bilhões no fim de junho; a alavancagem (gearing) foi de 16,6%.

O que puxou o lucro

Segundo a Shell, o resultado veio de margens de refino mais altas, preços maiores do GNL e mais volume na área de gás integrado, em parte compensados por menos ganho com trading e preços menores de óleo. A divisão de Químicos e Produtos (que inclui refino) lucrou US$ 3,86 bilhões, o Upstream US$ 3,19 bilhões e o Gás Integrado US$ 3,04 bilhões.

O conflito no Oriente Médio reduziu os volumes da Shell no Catar: nos nove primeiros meses de 2026, a produção total da empresa caiu 17% em relação ao mesmo período de 2025, principalmente por esse motivo. A compra da canadense ARC Resources, concluída em 2 de setembro de 2026 por cerca de US$ 16,4 bilhões com dívidas, acrescentou produção na formação Montney, no Canadá. No trimestre, a Shell também vendeu a rede de troca de óleo Jiffy Lube e sua fatia na plataforma Na Kika, no Golfo do México.

Wael Sawan, o CEO

Foto: Chatham House / CC BY 2.0
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Shell CEO Wael Sawan on oil supply disruptions: 'Too early to call' the long-term effects on demand

Wael Sawan nasceu em Beirute, no Líbano, em 1974, cresceu em Dubai e tem nacionalidade libanesa e canadense. É engenheiro químico formado pela Universidade McGill e tem MBA por Harvard. Entrou na Shell em 1997, comandou a operação no Catar (incluindo a usina de combustíveis sintéticos Pearl GTL) e chefiou a divisão de gás integrado e renováveis antes de suceder Ben van Beurden como CEO.

Sob Sawan, a Shell priorizou recompras de ações para reduzir a distância de valor de mercado em relação às americanas ExxonMobil e Chevron. Em 2023, a empresa abandonou o plano de cortar a produção de petróleo a cada ano até o fim da década. Em março de 2024, reduziu suas metas de corte de intensidade de carbono para 2030 e retirou a meta para 2035. Em agosto de 2026, anunciou a venda da operação de energia renovável em terra à TotalEnergies.

História

A Royal Dutch Petroleum foi fundada em 1890 para explorar petróleo em Sumatra, na atual Indonésia. A "Shell" Transport and Trading foi criada em 1897 em Londres por Marcus Samuel; o nome vem do negócio do pai dele, que vendia conchas (shells, em inglês). A fusão de 1907 deu 60% do grupo aos holandeses e 40% aos britânicos. Em 1920, a Shell já era a maior produtora de petróleo do mundo, e foi uma das "Sete Irmãs" que dominaram o setor de meados dos anos 1940 a meados dos anos 1970.

  • 2004–2005: depois do escândalo em que a empresa admitiu ter superestimado suas reservas, os dois grupos se unificaram na Royal Dutch Shell plc, com sede em Haia.
  • 2016: comprou o BG Group, fechando o negócio anunciado em abril de 2015 por £ 47 bilhões, e virou a segunda maior petroleira privada do mundo naquele momento.
  • 2022: mudou a sede para Londres, adotou uma só classe de ações e passou a se chamar Shell plc. No mesmo ano, deixou a Rússia após a invasão da Ucrânia e teve o maior lucro de sua história.

Shell no Brasil

Pré-sal

A Shell é a principal sócia da Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos, com participação em campos como Tupi e Mero. Em junho de 2026, segundo dados da ANP divulgados pela Reuters, foi a segunda maior produtora entre as empresas que operam no país, com 561,6 mil barris de óleo equivalente por dia atribuídos a ela, alta de 7,4% em um ano. O relatório do terceiro trimestre de 2026 cita nova produção no Brasil e no Golfo do México entre os fatores que sustentaram os volumes do ano.

Raízen

Shell e Cosan anunciaram em 2010 a criação da Raízen, que começou a operar em 2011 e reuniu o açúcar, o etanol e a distribuição de combustíveis da Cosan com a rede de postos e a distribuição de aviação da Shell no Brasil. A Raízen opera os postos com a marca Shell no país; a Shell detinha 44% do capital antes da reestruturação. Em crise financeira, a Raízen teve seu plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça de São Paulo em 30 de julho de 2026, com a renegociação de cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas e um aporte de R$ 3,5 bilhões prometido pela Shell. Com a conversão de dívidas em ações prevista no plano, Shell e Cosan deixam de ter a maioria do capital votante.

Linha do tempo

  • Abril de 1907: Royal Dutch e "Shell" Transport and Trading se fundem.
  • Novembro de 2004: a Shell anuncia a unificação em uma só empresa, concluída em julho de 2005.
  • Fevereiro de 2010: Shell e Cosan anunciam a criação da Raízen.
  • Fevereiro de 2016: a Shell conclui a compra do BG Group.
  • 21 de janeiro de 2022: a empresa passa a se chamar Shell plc, com sede em Londres.
  • 1º de janeiro de 2023: Wael Sawan assume como CEO.
  • 30 de julho de 2026: a Justiça homologa o plano de recuperação extrajudicial da Raízen.
  • 2 de setembro de 2026: a Shell conclui a compra da ARC Resources.
  • 29 de outubro de 2026: a Shell reporta lucro ajustado de US$ 10,8 bilhões no terceiro trimestre e anuncia recompra de US$ 5 bilhões.

Perguntas frequentes

Qual foi o lucro da Shell no terceiro trimestre de 2026?

O lucro ajustado foi de US$ 10,814 bilhões, quase o dobro dos US$ 5,432 bilhões do mesmo trimestre de 2025, e a Shell anunciou recompra de ações de US$ 5 bilhões.

A Shell é de qual país?

É britânica, com sede em Londres desde 2022. Nasceu em 1907 da fusão de uma empresa holandesa com uma britânica e teve sede em Haia, na Holanda, até 2022.

Quem é o CEO da Shell?

Wael Sawan, engenheiro libanês-canadense que entrou na empresa em 1997 e é CEO desde 1º de janeiro de 2023.

Quem é o dono dos postos Shell no Brasil?

Os postos com a marca Shell no Brasil são operados pela Raízen, empresa criada pela Shell em sociedade com a Cosan.

A Shell produz petróleo no Brasil?

Sim. A Shell é a segunda maior produtora de petróleo e gás do Brasil, atrás da Petrobras, com participação em campos do pré-sal como Tupi e Mero.

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