O que é a Saudi Aramco
A Saudi Aramco, formalmente Saudi Arabian Oil Company, é a petroleira estatal da Arábia Saudita e uma das maiores empresas de energia do mundo. A sede fica em Dhahran, na Região Oriental do país. O presidente e diretor-executivo é Amin Nasser, e o presidente do conselho é Yasir Al-Rumayyan. A empresa tinha mais de 76 mil funcionários em 2026, segundo a Wikipédia em inglês.
Quem é o dono da Saudi Aramco
O controle é do Estado saudita. Segundo a Wikipédia em inglês, o governo da Arábia Saudita detém 82,19% das ações, o Fundo de Investimento Público (PIF) 12% e a Sanabil 4%. O restante circula em bolsa desde a oferta pública inicial de 2019.
História
A empresa surgiu em 29 de maio de 1933 como California-Arabian Standard Oil, da Standard Oil of California. Em janeiro de 1944 passou a se chamar Arabian American Oil Company, a Aramco. O primeiro poço comercial, Dammam nº 7, produziu petróleo em 1938. Em 1950, depois de o rei Abdulaziz ameaçar nacionalizar as instalações, a Aramco aceitou dividir os lucros em partes iguais.
O governo saudita ficou com 25% da operação em 1973 e com 60% em 1974. Em novembro de 1988, um decreto real criou a Saudi Arabian Oil Company para assumir os ativos da antiga Aramco, e em 1993 outro decreto a fundiu com a Samarec, a refinadora do país.
Ações da Saudi Aramco e como investir
As ações são negociadas na Tadawul, a bolsa saudita, sob o código 2222. O preço da oferta inicial foi fixado em 4 de dezembro de 2019, em 32 riais por ação, e a negociação começou em 11 de dezembro, quando o papel subiu para 35,2 riais. A oferta levantou US$ 25,6 bilhões, a maior da história.
Não há BDR da Aramco na B3, segundo a Exame, e a empresa não tem ADR nos Estados Unidos. Para comprar a ação, o investidor brasileiro precisa de uma corretora com acesso à bolsa saudita. A Exame cita como alternativa o BKSA39, BDR que replica o mercado de ações saudita, do qual a Aramco faz parte.
Valor de mercado
No lançamento, em 2019, o valor de mercado era de cerca de US$ 1,88 trilhão, e passou de US$ 2 trilhões no segundo dia de negociação. Estimativas de sites financeiros apontam cerca de US$ 1,6 trilhão em outubro de 2026, com a ação a 25,28 riais em 15 de outubro. Em junho de 2026, a Bloomberg Línea listava a Aramco como a petroleira mais valiosa do mundo, com a Petrobras em sexto lugar.
Resultados financeiros
Em 2024, a receita foi de US$ 480,4 bilhões e o lucro líquido, de US$ 106,2 bilhões, segundo a Wikipédia em inglês. Em 10 de março de 2026, a Aramco divulgou os resultados de 2025: lucro líquido ajustado de US$ 104,7 bilhões, sendo US$ 25,1 bilhões no quarto trimestre, e distribuições a acionistas de US$ 85,5 bilhões no ano. O dividendo-base do quarto trimestre foi de US$ 21,89 bilhões, 3,5% acima do ano anterior. Nasser disse que a empresa entregou "crescimento robusto e forte geração de caixa" em 2025. A empresa projeta investimentos de US$ 50 bilhões a US$ 55 bilhões em 2026, segundo a imprensa do setor.
Produção e reservas
A produção de 2024 foi de 12,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia. As reservas provadas de petróleo passam de 270 bilhões de barris, as maiores do mundo, e as de gás natural somam 288,4 trilhões de pés cúbicos padrão, segundo a Wikipédia em inglês.
Notícias recentes: o que aconteceu em outubro de 2026
A empresa está no centro da escalada no Oriente Médio ligada à Guerra do Irã e ao quase fechamento do Estreito de Ormuz.
- Ataque à sede. Na noite de 13 de outubro, um prédio administrativo da Aramco em Dhahran foi atingido em ataque reivindicado pelos Houthis. O Ministério da Energia saudita falou em incêndio limitado, sem feridos. Fontes ouvidas pela Reuters disseram que o dano foi maior, com fogo em vários andares. A empresa informou que as operações seguem, com funcionários em trabalho remoto ou em outros escritórios. Em 22 de outubro, a imprensa noticiou a evacuação da sede, e o Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou a saída de funcionários não essenciais do país.
- Outras instalações. Em 3 e 4 de outubro, um incêndio atingiu uma instalação ao sul de Riad, e os houthis reivindicaram o ataque. A coalizão liderada pela Arábia Saudita contestou a versão deles.
- Estoques. Em 5 de outubro, em Londres, Amin Nasser chamou o quase fechamento de Ormuz de o choque de oferta de energia mais grave de sua carreira. Em 6 de outubro, alertou para estoques globais criticamente baixos, enquanto governos planejavam liberar até 100 milhões de barris de reservas de emergência.
- Oleoduto Leste-Oeste. Em 28 de setembro, a empresa retomou as exportações pelo oleoduto, com capacidade de cerca de 3,5 milhões de barris por dia, depois de reparos de ataques de drones no início de setembro. Em 9 de outubro, confirmou que fornecerá todo o volume pedido pelas refinarias europeias em novembro.
- Preços. Em 5 de outubro, divulgou os preços oficiais de novembro, com o Arab Light para a Ásia abaixo da referência de Omã e Dubai.
- Financiamento. Em 26 de outubro, a Bloomberg informou que a Aramco negocia um empréstimo rotativo de US$ 10 bilhões com bancos como Bank of China, Citigroup, HSBC, ICBC, JPMorgan e Mitsubishi UFJ, a 60 pontos-base sobre a SOFR. A empresa e os bancos não comentaram.
- Armazenamento em Singapura. Também em 26 de outubro, Singapura fechou acordo com a Aramco para armazenar petróleo em cavernas rochosas, para garantir o suprimento do Sudeste Asiático.
- China. Em 14 de outubro, a Aramco e seus parceiros receberam a primeira carga de petróleo bruto do novo complexo de refino na China.
- Gás. Em 28 de setembro, soube-se que a empresa trabalha com o banco Evercore em questões estratégicas da unidade de gás.
Brasil
A Aramco não é listada no Brasil. Em 2023, o site Relatório Reservado noticiou conversas para uma parceria com a Petrobras em transição energética, como energia eólica e hidrogênio verde no Brasil.
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