Daily Journal
Daily Journal

Isaac Herzog

Isaac Herzog é o presidente de Israel desde julho de 2021, ex-líder do Partido Trabalhista e filho do ex-presidente Chaim Herzog. O cargo é sobretudo cerimonial, mas cabe a ele escolher quem tenta formar o governo e decidir indultos. Depois da eleição de 27 de outubro de 2026, ouviu os partidos e disse que anuncia o escolhido em 8 de novembro: Gadi Eisenkot teve 67 recomendações, e Netanyahu, 46. O pedido de indulto de Netanyahu segue sem decisão.

Daily Journal
Foto: Avi Ohayon/GPO / CC BY-SA 3.0

Atualizado em

|||1 revisão

Visão geral

Isaac Herzog é o presidente de Israel desde 7 de julho de 2021. Advogado e ex-líder do Partido Trabalhista, nasceu em Tel Aviv em 22 de setembro de 1960 e é filho de Chaim Herzog, que presidiu o país de 1983 a 1993. É o primeiro filho de presidente israelense a ocupar o mesmo cargo.

O cargo é em grande parte cerimonial, mas tem dois poderes que colocaram Herzog no centro da política israelense em 2026: escolher quem tenta formar o governo depois de uma eleição e conceder indultos. Depois da eleição de 27 de outubro de 2026, ele ouviu os partidos em 4 e 5 de novembro e anunciou que dirá em 8 de novembro quem recebe o mandato. Gadi Eisenkot teve 67 recomendações, e Benjamin Netanyahu, 46. O pedido de indulto que Netanyahu lhe fez em novembro de 2025 continua sem decisão.

Quem é Isaac Herzog

Herzog vem de uma das famílias mais conhecidas de Israel. O pai, o general Chaim Herzog, foi o sexto presidente do país. O avô, o rabino Yitzhak HaLevi Herzog, foi o primeiro rabino-chefe da Irlanda, de 1922 a 1935, e rabino-chefe asquenaze de Israel, de 1936 a 1959. A mãe, Aura Ambache, nasceu no Egito e fundou o Conselho por um Belo Israel. O diplomata Abba Eban, terceiro chanceler de Israel, era seu tio.

É judeu, é conhecido pelo apelido "Buji", que recebeu da mãe na infância, e é casado com a advogada Michal Herzog, com quem tem três filhos.

Formação

Herzog morou em Nova York na adolescência, quando o pai era embaixador de Israel na ONU, e estudou na Ramaz School e em cursos da Universidade Cornell e da Universidade de Nova York. Voltou a Israel no fim de 1978, alistou-se e serviu na Unidade 8200, de inteligência militar, de onde saiu major da reserva. Estudou direito na Universidade de Tel Aviv e foi sócio do escritório fundado pelo pai, Herzog, Fox & Ne'eman.

Carreira política

Foto: Sebastian Widmann / CC BY-SA 2.0

Herzog foi secretário de governo de Ehud Barak de 1999 a 2001. Nesse período, foi investigado no caso Amutot Barak, sobre financiamento partidário, ficou em silêncio, e o procurador-geral arquivou o caso por falta de provas.

  • Deputado (2003 a 2018): entrou no Knesset pelo Partido Trabalhista na eleição de 2003.
  • Ministro (2005 a 2011): foi ministro da Habitação e Construção com Ariel Sharon, do Turismo e depois de Assuntos Sociais com Ehud Olmert, e de Bem-Estar Social e da Diáspora com Netanyahu. Saiu do governo em janeiro de 2011.
  • Líder da oposição (2013 a 2018): venceu Shelly Yachimovich em 22 de novembro de 2013 e assumiu o Partido Trabalhista, por 58,5% a 41,5%.
  • Candidato a primeiro-ministro (2015): formou com Tzipi Livni a União Sionista, que fez 24 cadeiras, contra 30 do Likud de Netanyahu.
  • Agência Judaica (2018 a 2021): perdeu a liderança trabalhista em 2017, foi eleito por unanimidade presidente da Agência Judaica para Israel em junho de 2018 e deixou o Knesset.

Quem manda mais: presidente ou primeiro-ministro?

O primeiro-ministro manda mais. O poder executivo em Israel é do gabinete, chefiado pelo primeiro-ministro. O presidente é o chefe de Estado, com função sobretudo cerimonial.

O Knesset elege o presidente por voto secreto, para um único mandato de sete anos. O de Herzog vai até julho de 2028. Ele tem duas atribuições com peso político:

  • Mandato para formar governo: depois de cada eleição, ele encarrega o deputado que considera com mais chance de reunir maioria, e não precisa escolher o líder do partido mais votado.
  • Indulto: pode perdoar condenados e, em casos muito raros, agir antes do fim do processo, segundo o Times of Israel.

Presidente de Israel desde 2021

O Knesset elegeu Herzog em 2 de junho de 2021, com 87 votos, contra 26 de Miriam Peretz, o maior número já recebido por um candidato ao cargo. Ele é o primeiro presidente nascido depois da independência de Israel.

  • Pandemia: em julho de 2021, tomou a terceira dose da vacina contra a Covid-19 para lançar a campanha de reforço.
  • Reforma judicial (2023): agiu como mediador na crise da reforma do Judiciário e propôs um texto alternativo, o "Esboço do Povo".
  • Guerra em Gaza: depois do ataque de 7 de outubro de 2023, voltou-se para memoriais, famílias enlutadas, a causa dos reféns e a defesa de Israel na imprensa internacional. Pede uma comissão estatal de inquérito independente sobre as falhas de segurança.
  • Diplomacia: foi o primeiro presidente israelense a visitar Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Zâmbia e Panamá.

A formação do governo em 2026

Herzog escolherá quem tenta formar o governo depois da eleição de 27 de outubro de 2026, em que nenhum bloco chegou às 61 cadeiras. O bloco de Netanyahu fez 53, o de Eisenkot, 48, e os partidos árabes, 19. O Likud foi o mais votado, com 27 cadeiras, à frente das 21 do Yashar. A apuração completa está em Eleições em Israel 2026.

A Comissão Eleitoral Central entregou o resultado a Herzog em 4 de novembro. Ele começou as consultas naquela noite, dos partidos menores para os maiores, e disse que "nem todo compromisso e promessa pode ser cumprido" para evitar outra eleição.

Quem recomendou quem

  • Eisenkot (67 deputados): Yashar, Together, Democratas, Yisrael Beiteinu, Ra'am e Lista Conjunta.
  • Netanyahu (46 deputados): Likud, Sionismo Religioso, Otzma Yehudit, Shas e Zehut.
  • Ninguém (7 deputados): Judaísmo Unido da Torá, aliado antigo de Netanyahu.

A conta não fecha uma coalizão. Os dois partidos árabes recomendaram Eisenkot, mas ele descarta, como Netanyahu, governar com eles. Em 5 de novembro, Herzog disse que o resultado "parece claro à primeira vista", mas que a lei o obriga a examinar quem consegue formar governo, e que isso não está claro por causa dos vetos "entre os blocos e dentro dos próprios blocos". Ele disse que conversará pessoalmente com alguns líderes antes de decidir.

Prazos

  • 8 de novembro de 2026: data em que Herzog disse que anunciará o escolhido.
  • 10 de novembro de 2026: posse do 26º Knesset.
  • 11 de novembro de 2026: fim do prazo legal para a escolha.
  • 28 dias, prorrogáveis por até 14: tempo do escolhido para formar o governo.

Se ele falhar, Herzog tem três dias para encarregar outro deputado, que terá 28 dias sem prorrogação, ou para avisar o presidente do Knesset de que não vê saída. Depois disso, ao menos 61 deputados têm 21 dias para pedir a Herzog que encarregue um nome, que terá 14 dias. Se tudo falhar, o Knesset se dissolve e o país vai a nova eleição. Netanyahu segue como primeiro-ministro interino até a posse de um novo governo.

O pedido de indulto de Netanyahu

YouTube

Netanyahu pede ao Presidente de Israel que lhe conceda perdão sobre as acusações de corrupção

O pedido segue sem decisão em 5 de novembro de 2026. Netanyahu, denunciado em 2019 por suborno, fraude e abuso de confiança, nega as acusações. Em 30 de novembro de 2025, seus advogados entregaram a Herzog um pedido de 111 páginas, sem admissão de culpa, com o argumento de que o julgamento atrapalha o governo e divide o país. A oposição diz que ele precisa admitir culpa antes de pedir.

  • Pressão de Trump: Donald Trump pediu o indulto em discurso no Knesset em 13 de outubro de 2025 e em carta de 12 de novembro. Em 12 de fevereiro de 2026, disse que Herzog "deveria ter vergonha". Em 5 de março, afirmou que Herzog prometeu o indulto cinco vezes. O gabinete de Herzog respondeu que não houve decisão, e que Israel "é um Estado soberano regido pela lei".
  • Parecer do Ministério da Justiça: em março de 2026, o Departamento de Indultos considerou o pedido muito problemático e sem precedentes, porque o julgamento está em curso e não há condenação nem admissão de culpa, segundo o Times of Israel.
  • Tentativa de acordo: em 26 de abril de 2026, Herzog disse que, antes de tratar do pedido, é preciso esgotar a busca de um acordo fora do tribunal. Dois dias depois, sua assessora jurídica, Michal Tzuk, convidou as partes para conversar.
  • Congelamento: em maio de 2026, a emissora pública Kan noticiou que Herzog congelou o exame do pedido porque Netanyahu não respondeu ao convite.
  • Depois da eleição: em 28 de outubro de 2026, o Canal 14 noticiou que Herzog negociava dois anos a mais de governo para Netanyahu em troca de indulto e aposentadoria. O gabinete do presidente chamou a notícia de "completamente falsa".

Polêmicas

Acusação de incitação ao genocídio

Uma comissão de inquérito da ONU concluiu em 16 de setembro de 2025 que Israel comete genocídio em Gaza e que Herzog, Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant incitaram esse crime. A comissão citou a frase de Herzog depois do 7 de outubro: "é uma nação inteira que é responsável". A comissão é independente e não fala oficialmente pela ONU. Herzog disse que ela distorceu suas palavras e a chamou de "moralmente falida". O governo israelense rejeitou o relatório como "distorcido e falso".

Visita à Austrália

Herzog visitou a Austrália em fevereiro de 2026, a convite do governo, depois do ataque de 14 de dezembro de 2025 a uma celebração judaica em Bondi Beach, que matou 15 pessoas. Em 9 de fevereiro, a polícia de Nova Gales do Sul usou spray de pimenta e prendeu 27 pessoas num protesto contra ele em Sydney. A Human Rights Watch apontou uso excessivo de força. Em 19 de outubro de 2026, ao abrir audiências sobre a ação policial, a advogada da comissão que fiscaliza a polícia estadual disse que as provas mostravam, até ali, manifestantes "em grande parte pacíficos". A comissão ainda não concluiu o caso.

O indulto a Elor Azaria

Em 19 de setembro de 2026, Herzog apagou a ficha criminal de Elor Azaria, ex-soldado condenado por matar em 2016, em Hebron, um palestino que havia atacado militares e estava ferido no chão. O pedido veio do ministro da Defesa, Israel Katz. O chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, foi contra e disse que Azaria não mostrou remorso. O gabinete de Herzog citou o tempo passado e o arrependimento expresso.

Linha do tempo

  • 22 de setembro de 1960: nasce em Tel Aviv.
  • 2003: é eleito deputado pelo Partido Trabalhista.
  • 22 de novembro de 2013: vence a eleição interna trabalhista e vira líder da oposição.
  • Junho de 2018: é eleito presidente da Agência Judaica.
  • 2 de junho de 2021: o Knesset o elege presidente de Israel, por 87 votos a 26.
  • 7 de julho de 2021: toma posse.
  • 16 de setembro de 2025: comissão de inquérito da ONU o acusa de incitar genocídio.
  • 30 de novembro de 2025: recebe o pedido de indulto de Netanyahu.
  • 9 de fevereiro de 2026: protesto contra sua visita acaba em confronto com a polícia em Sydney.
  • 26 de abril de 2026: diz que buscará um acordo antes de tratar do indulto.
  • 19 de setembro de 2026: apaga a ficha criminal de Elor Azaria.
  • 4 e 5 de novembro de 2026: recebe o resultado da eleição e ouve os partidos; Eisenkot tem 67 recomendações, e Netanyahu, 46.

Perguntas frequentes

Quem é Isaac Herzog?

É o presidente de Israel desde 7 de julho de 2021. Advogado, ex-líder do Partido Trabalhista e filho do ex-presidente Chaim Herzog, nasceu em Tel Aviv em 1960.

Quem manda mais em Israel, Herzog ou Netanyahu?

O primeiro-ministro. Em Israel, o poder executivo é do gabinete. O presidente é chefe de Estado, em função sobretudo cerimonial, mas escolhe quem tenta formar o governo e pode conceder indultos.

Qual é a religião de Isaac Herzog?

É judeu. O avô, Yitzhak HaLevi Herzog, foi rabino-chefe asquenaze de Israel.

Quem Herzog vai escolher para formar o governo?

Ele disse que anunciará em 8 de novembro de 2026. Até 5 de novembro, Gadi Eisenkot tinha 67 recomendações, e Benjamin Netanyahu, 46. Herzog disse que examinará antes quem consegue de fato formar um governo.

Herzog concedeu indulto a Netanyahu?

Não. Em 5 de novembro de 2026, o pedido feito em 30 de novembro de 2025 seguia sem decisão.

Por quanto tempo Herzog fica no cargo?

O mandato é único, de sete anos, e vai até julho de 2028.

Notícias relacionadas

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.