Comissão eleitoral de Israel rejeita denúncias de fraude de Netanyahu
Autoridades eleitorais confirmaram os resultados do pleito de 27 de outubro e negaram as acusações de fraude feitas pelo primeiro-ministro.
Pontos principais
- A Comissão Central de Eleições de Israel validou os resultados da votação realizada em 27 de outubro.
- O órgão rejeitou formalmente as alegações de fraude em massa levantadas por Benjamin Netanyahu contra partidos árabes.
- Dean Livne, diretor-geral interino da comissão, afirma que não há base para dano sistemático à integridade eleitoral, mas que informações classificadas levantaram suspeitas que exigem exame adicional.
- O resultado das urnas retirou a maioria parlamentar da coalizão liderada pelo atual primeiro-ministro.
- O presidente Isaac Herzog deve decidir em breve quem será encarregado de tentar formar o novo governo.
A Comissão Central de Eleições de Israel rejeitou as alegações de fraude feitas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e confirmou os resultados de 27 de outubro, que tiraram a coalizão dele da maioria governante. Em carta ao deputado Vladimir Beliak (Yesh Atid), que pedira a convocação da presidência do órgão, o diretor-geral interino Dean Livne também escreveu que as publicações sobre o tema na imprensa não têm fundamento.
O rival Gadi Eisenkot acusou Netanyahu de tentar desacreditar votos válidos e usar forças de segurança contra partidos liderados por cidadãos palestinos de Israel. Com os números validados, o presidente Isaac Herzog deverá decidir se dá a Netanyahu ou a Eisenkot a primeira chance de formar governo, já que nenhum dos dois obteve votos suficientes para governar sozinho.
