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Subsídios a combustíveis fósseis somam R$ 54,1 bilhões no Brasil em 2025

Segundo o Inesc, os combustíveis fósseis receberam 70,14% dos subsídios federais de energia em 2025, com queda de 1,27% sobre 2024, enquanto as renováveis cresceram 20,89%.

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Foto: Times Brasil
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07/11 às 12:45, atualizado 21:01

Pontos principais

  • Subsídios federais aos combustíveis fósseis somaram R$ 54,12 bilhões em 2025, ante R$ 54,82 bilhões em 2024.
  • A produção recebeu R$ 41,03 bilhões (queda de 2,56%) e o consumo, R$ 13,10 bilhões (alta de 2,99%).
  • Renúncias fiscais financiaram 50,56% dos subsídios fósseis (R$ 27,38 bilhões); a tarifa de energia elétrica, 42,66% (R$ 23,11 bilhões); os gastos diretos, 6,78% (R$ 3,67 bilhões).
  • A Conta de Consumo de Combustíveis somou R$ 14,11 bilhões (alta de 26,62%) e foi o maior item fóssil; o Repetro caiu 46,35%, para R$ 9,25 bilhões, em um ano de produção recorde de petróleo.
  • As bandeiras tarifárias chegaram a R$ 7,78 bilhões (alta de 103,72%), em cenário de escassez hídrica e maior acionamento de termelétricas.
  • Nas renováveis, a geração distribuída somou R$ 14,71 bilhões (63,9% do total), e 95,52% dos R$ 23,04 bilhões foram financiados pela tarifa de energia elétrica.
  • O Inesc recomenda a adesão à Coalition on Phasing Out Fossil Fuel Incentives (COFFIS) e um mapa do caminho participativo para a redução gradual dos subsídios fósseis.
  • O Inesc também propõe separar fósseis e renováveis no Subsidiômetro, atribuição da Aneel, e incluir os custos das bandeiras no Ambiente de Contratação Livre.

O Inesc registra que o Brasil destinou R$ 54,12 bilhões em subsídios federais a combustíveis fósseis em 2025. O valor equivale a 70,14% dos R$ 77,16 bilhões concedidos ao setor de energia e supera em mais de duas vezes os R$ 23,04 bilhões destinados às fontes renováveis, que cresceram 20,89% sobre 2024.

O Ministério da Fazenda afirmou que os números se referem a um período anterior às medidas excepcionais e transitórias adotadas em 2026 para mitigar os efeitos da volatilidade internacional dos preços do petróleo.

Para o Inesc, a reforma deve ser gradual, com salvaguardas socioambientais para que a redução dos subsídios não transfira custos às famílias mais vulnerabilizadas. O instituto defende também que o país reduza a dependência econômica e fiscal dos combustíveis fósseis e amplie a transparência sobre quem recebe esses recursos.

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