América Latina reduz consumo de fósseis em 4% com alta na produção
Região diminuiu uso de combustíveis fósseis em 2025, enquanto a produção de petróleo cresceu 10,3% impulsionada por Brasil, Argentina e outros.
Pontos principais
- O consumo de combustíveis fósseis na América Latina recuou 4% em 2025 devido ao avanço de fontes renováveis.
- A produção regional de petróleo subiu 10,3%, com destaque para Brasil, Argentina, Venezuela e Guiana.
- A oferta de petróleo nas Américas superou a do Oriente Médio em 20,8%, alterando o centro de gravidade do mercado global.
- A Opep projeta que o Brasil será um dos principais motores de crescimento da produção global de combustíveis líquidos até 2027.
- Especialistas alertam para gargalos no fornecimento de minerais críticos e inflação de custos em projetos offshore.
A América Latina registrou um movimento de transição energética e expansão produtiva em 2025, com a redução de 4% no consumo de combustíveis fósseis em contraste com o aumento de 10,3% na produção de petróleo. O crescimento da oferta regional, liderado por países como Brasil, Argentina, Venezuela e Guiana, consolidou as Américas como o novo centro de gravidade do mercado global, superando a produção do Oriente Médio em 20,8%. O Brasil, em particular, mantém protagonismo tanto na exploração do pré-sal quanto na expansão da matriz elétrica de baixo carbono. Apesar do otimismo, o setor enfrenta desafios estratégicos, incluindo a dependência de minerais críticos concentrados na China e a pressão inflacionária sobre os custos de projetos offshore, que podem impactar o cronograma de investimentos nos próximos anos.
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