Espanha limita oferta de azeite para conter queda de preços
O governo espanhol obriga os lagares a reter 12% da produção mensal de azeite até 30 de setembro de 2027, depois que o volume de estoques e safra atingiu o limiar fixado em norma.
Pontos principais
- O governo da Espanha, maior produtor mundial, impõe retenção obrigatória de 12% da produção mensal declarada pelos lagares.
- A retenção vale a partir da produção declarada em novembro de 2026, e o azeite retirado deve ficar fora do mercado até 30 de setembro de 2027.
- O gatilho é de volume: estoque inicial de 357.040 toneladas, informado pelos operadores ao SIMO, mais produção estimada de 1.602.596 toneladas para 2026/2027, informada pelas comunidades autônomas, atingiu 120% da média das seis campanhas anteriores.
- A Orden APA/1145/2026 limita o percentual de retirada a 20% da produção estimada.
- Um grupo técnico de acompanhamento, coordenado pela Direção-Geral, aprovará o plano de controle da retirada.
- A resolução da Direção-Geral, assinada em 4 de novembro, surte efeitos desde a publicação no Boletín Oficial del Estado.
O governo da Espanha, maior produtor mundial de azeite de oliva, oficializou uma medida para conter a queda nos preços do produto. A Direção-Geral de Produções e Mercados Agrários, do Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação, determinou no Boletín Oficial del Estado desta sexta-feira (6) que cada lagar mantenha armazenado 12% da produção declarada mensalmente, em instalações próprias ou de terceiros.
A exigência é acionada por volume: a Orden APA/1145/2026, de 29 de outubro, só permite a retirada quando os estoques iniciais somados à produção estimada da safra atingem 120% da média das seis campanhas anteriores. O percentual não pode passar de 20% da produção estimada, e o azeite retirado deve sair do mercado até 30 de setembro de 2027.
Fonte primária
Cobertura da mídia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
