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Ações da Deoleo despencam 23% após anúncio de venda por 520 milhões de euros

As ações da Deoleo caíram 23,12% na Bolsa de Madri após o anúncio de venda da empresa para um consórcio formado pela Dcoop e pela Acesur.

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Foto: InvestNews
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06/11 às 09:45, atualizado 13:01

Pontos principais

  • As ações da Deoleo registraram queda de até 23,12% na Bolsa de Madri.
  • O negócio foi avaliado em 520 milhões de euros, com a Deoleo recebendo entre 190 e 200 milhões de euros após ajustes.
  • Dcoop e Acesur compram 50% cada uma da Deoleo Holding, mas os ativos serão reorganizados entre as duas depois da conclusão.
  • A conclusão da operação depende de aprovações regulatórias na Espanha, Estados Unidos e Itália.
  • O grupo japonês Mizkan tem dois meses para decidir sobre a manutenção de contratos da marca Bertolli.
  • Acesur e Dcoop dizem que o objetivo é ampliar o consumo de azeite no mundo e preservar a identidade das marcas da Deoleo.

As ações da Deoleo, maior engarrafadora de azeite do mundo, sofreram uma queda acentuada de 23,12% na Bolsa de Madri após o anúncio da venda de suas operações. O negócio foi fechado com um consórcio formado pelas empresas espanholas Dcoop e Acesur, em uma transação avaliada em 520 milhões de euros. Contudo, devido a descontos de dívidas e ajustes financeiros, a Deoleo estima que o valor efetivo recebido pela venda de sua participação de 50,99% ficará entre 190 milhões e 200 milhões de euros.

No comunicado conjunto, Acesur e Dcoop informam que cada uma ficará com 50% da Deoleo Holding e que, concluída a compra, os ativos serão reorganizados entre as duas para cumprir exigências regulatórias e de concorrência. A operação aguarda aprovações na Espanha, nos Estados Unidos e na Itália, com conclusão prevista entre seis e oito meses, segundo a Deoleo. O grupo japonês Mizkan tem dois meses para decidir sobre a manutenção de contratos da marca Bertolli.

A transação ocorre em um momento de recuperação da produção de azeite na Espanha, após sucessivos anos de secas severas. Acesur e Dcoop dizem que querem ampliar o consumo de azeite, preservar a identidade das marcas e manter o compromisso com agricultores e empregados.

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