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Crise no Ueno Bank freia interesse de empresários brasileiros no Paraguai

A crise do Ueno Bank, banco paraguaio em procedimento de resolução desde 3 de novembro, freou o interesse de empresários brasileiros em abrir negócios no país vizinho, segundo a Câmara de Comércio Brasil-Paraguai.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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06/11 às 23:45, atualizado 07/11 às 04:45

Pontos principais

  • A Câmara não tem levantamento de quantos clientes do Ueno atendeu; entre os associados, a maioria dos afetados era de pessoas físicas, não empresas.
  • Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Instituto Paulista de Contabilidade, diz que empresários que já consideravam abrir operações adiaram os planos e que o impacto sobre empresas brasileiras já instaladas tende a ser limitado.
  • A fabricante de meias Lupo, que tem fábrica em Ciudad del Este, diz que suas operações no Paraguai seguem normalmente e que não mantém relação bancária com o Ueno.
  • Brasileiros representaram 67% das autorizações de residência concedidas a estrangeiros no Paraguai entre janeiro e outubro de 2026, segundo o governo paraguaio.

O Banco Central do Paraguai submeteu o Ueno Bank a procedimento de resolução na terça-feira (3), após identificar problemas financeiros e fraude envolvendo o Grupo Vázquez, controlador do banco. A medida suspendeu as operações e deu início à transferência e ao pagamento de depósitos.

Segundo a Câmara de Comércio Brasil-Paraguai, a crise freou o interesse de empresários brasileiros em abrir negócios no país vizinho. A entidade registrou uma procura tão intensa por orientação jurídica e contábil na semana seguinte à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro, que faltaram horários na agenda de seus consultores. Seu vice-presidente financeiro, Jeancarlos Araldi, diz que parte dos empresários decidiu esperar, e que “muitos empresários já estão meio receosos de ir para lá”.

Em redes sociais, brasileiros residentes no país relatam dificuldades de acesso a recursos e comparam a situação bancária local ao confisco da poupança no governo Fernando Collor. Uma médica brasileira que vive no Paraguai e teve o salário do mês retido diz não conseguir acessar o próprio dinheiro.

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