Mudanças no Congresso dos EUA devem ter impacto limitado na economia
Com o controle democrata das duas casas do Congresso, a política do governo Trump deve seguir sem grandes mudanças, mas cortes no Medicaid e no SNAP podem ser adiados, segundo a Morgan Stanley Research.
Pontos principais
- Democratas assumem o controle das duas casas do Congresso dos EUA, com vitórias também em eleições para governador de estados tradicionalmente republicanos
- Tarifas, controles de exportação e desregulação devem persistir, por dependerem de ordem executiva, segundo a Morgan Stanley Research
- Cortes de cerca de US$ 900 bilhões no Medicaid e de US$ 200 bilhões no SNAP, previstos para a próxima década, podem ser adiados ou reduzidos
- Com maioria democrata, um projeto de conciliação orçamentária liderado pelos republicanos fica praticamente descartado a partir de janeiro
- O déficit federal deve seguir perto de 6% do PIB, mesmo com os cortes mantidos
- A vitória de Gina Hinojosa no Texas aumenta a chance de atrasos em projetos de data centers, já que a plataforma dela previa moratória a novas aprovações
- Desde 1982, ações de grandes empresas dos EUA subiram cerca de 15% a 16% nos seis meses após eleições de meio de mandato, segundo a Morgan Stanley Research
Democratas assumem o controle das duas casas do Congresso dos EUA. A Morgan Stanley Research mantém a visão de crescimento resiliente e desinflação, vê a eleição como possível fonte de alta para o crescimento e diz que tarifas, controles de exportação e desregulação devem persistir, por dependerem de ordem executiva.
Cortes de cerca de US$ 900 bilhões no Medicaid e de US$ 200 bilhões no SNAP, previstos para a próxima década, podem ser adiados ou reduzidos, o que daria um impulso modesto ao consumo. Com a maioria democrata, um projeto de conciliação orçamentário liderado pelos republicanos fica praticamente descartado a partir de janeiro, e o déficit federal deve seguir perto de 6% do PIB mesmo com os cortes mantidos. Para o mercado, a Morgan Stanley espera oscilações de curto prazo pelo tamanho da vitória, em especial no Texas, onde a plataforma de Gina Hinojosa previa moratória a novas aprovações de data centers.
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