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Eleições legislativas nos EUA podem impor Congresso hostil a Trump

O pleito de 3 de novembro definirá o controle do Congresso americano, podendo limitar a governabilidade de Trump em meio a uma alta taxa de desaprovação.

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Foto: G1 Mundo
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01/11 às 08:45, atualizado 15:45

Pontos principais

  • As eleições de meio de mandato ocorrem em 3 de novembro de 2026 para renovar a Câmara e parte do Senado.
  • Cerca de 210 milhões de eleitores estão aptos a votar em disputas legislativas e governamentais em 36 estados.
  • Projeções indicam alta probabilidade de os democratas retomarem o controle de ambas as casas legislativas.
  • A desaprovação de Donald Trump atingiu 61%, impulsionada pelo aumento do custo de vida e pela inflação.
  • Uma derrota legislativa dificultaria a agenda de Trump, incluindo deportações, tarifas e infraestrutura.
  • O controle democrata permitiria a abertura de investigações parlamentares e o bloqueio de orçamentos.
  • Parlamentares democratas têm questionado a Casa Branca sobre supostas interferências de Trump no Brasil.

Os Estados Unidos se preparam para as eleições de meio de mandato, marcadas para o dia 3 de novembro de 2026, que definirão o controle do Congresso e a capacidade de governabilidade do presidente Donald Trump. Com a disputa de 435 cadeiras na Câmara dos Representantes e 35 vagas no Senado, o resultado determinará o ritmo da agenda política nos dois anos finais do atual mandato. Cerca de 210 milhões de eleitores estão aptos a votar em um cenário onde pesquisas indicam uma possível vitória democrata, impulsionada pelo aumento do custo de vida e pela inflação decorrente de conflitos internacionais.

Caso a oposição conquiste a maioria, o presidente enfrentará um Congresso hostil com poder para bloquear orçamentos, rejeitar nomeações para cargos vitais e instaurar investigações parlamentares. Com a desaprovação de Trump atingindo 61% segundo médias recentes, esse cenário limitaria a implementação de pautas centrais da gestão, como as políticas de deportação em massa e novas tarifas comerciais. Além disso, o resultado impactará a confirmação de indicações presidenciais para cargos federais e a Suprema Corte, em um momento de reconfiguração interna para ambos os partidos.

O pleito também ganha contornos de política externa, com parlamentares democratas questionando a Casa Branca sobre supostas interferências de Trump no Brasil. O debate inclui o financiamento de campanhas contra o STF e a atuação de empresas de tecnologia nas eleições brasileiras, além de questionamentos sobre o envolvimento de figuras políticas brasileiras com o governo americano. Essas tensões diplomáticas refletem a polarização que marca o ciclo eleitoral, enquanto os partidos enfrentam pressões por renovação de lideranças e divergências sobre o futuro de suas plataformas políticas.

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