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Índice de preços de alimentos da FAO cai 1,2% em outubro

O índice global de alimentos da FAO recuou em outubro, pressionado pela menor demanda por importações em cereais, laticínios e carnes, mas segue 5,9% acima do nível de um ano antes.

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Foto: InfoMoney
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06/11 às 08:45

Pontos principais

  • O Índice de Preços de Alimentos da FAO ficou em 133,9 pontos em outubro, queda de 1,6 ponto (1,2%) ante o nível revisado de setembro.
  • O índice segue 5,9% acima de outubro de 2025, mas 16,4% abaixo do pico de março de 2022.
  • O índice de cereais recuou 4,5%, puxado pelo trigo, enquanto o arroz subiu 1,6%.
  • O açúcar subiu 6,6% no mês e 28,8% no ano, para o maior nível desde dezembro de 2024, na quarta alta mensal seguida.
  • Os óleos vegetais subiram 0,3%, com o óleo de soja no maior patamar desde o fim de 2022; a carne recuou 1,2% e os laticínios, 1,1%.
  • A FAO projeta produção mundial de cereais de 2,999 bilhões de toneladas em 2026, segundo maior volume da série e abaixo do recorde de 2025.
  • Na safra 2026/27, a FAO projeta queda de 2,5% na produção de arroz, para 552 milhões de toneladas, e de 3,3% no comércio mundial de cereais, com o trigo em retração de 8,6%.

A FAO atribui a queda à menor demanda por importações, que pressionou os índices de cereais, laticínios e carnes. Nos cereais, o trigo recuou depois de quatro altas mensais seguidas, diante de demanda moderada e de perspectivas mais favoráveis na Argentina, e o milho saiu da máxima de três anos alcançada em setembro. O arroz foi na contramão, com atrasos na colheita em países exportadores e clima desfavorável.

O açúcar, também na contramão, subiu com as chuvas que atrapalharam a colheita e a moagem de cana no Centro-Sul do Brasil, somadas a preocupações com as safras 2026/27 na Índia, na União Europeia e na Tailândia.

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