Preços globais dos alimentos recuam pelo segundo mês consecutivo
Índice da FAO aponta queda nos valores de açúcar, cereais e laticínios em junho, compensando altas em carnes e óleos vegetais.
Pontos principais
- O índice de preços da FAO atingiu média de 130,3 pontos em junho, ante 130,8 em maio.
- A queda foi impulsionada principalmente pelos setores de cereais, açúcar e laticínios.
- O preço dos cereais recuou 3,5% devido à ampla oferta no Mar Negro e na América do Sul.
- Os preços das carnes atingiram recorde histórico com alta de 0,4%, puxados pela demanda por aves.
- Óleos vegetais subiram 3,8% em razão da maior procura pelo mercado de biodiesel.
Os preços globais dos alimentos registraram queda pelo segundo mês consecutivo em junho, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O índice recuou para 130,3 pontos, pressionado pela desvalorização de commodities essenciais como cereais, açúcar e laticínios. A queda nos cereais, que atingiu 3,5%, reflete a oferta robusta proveniente da região do Mar Negro e da América do Sul, o que contribuiu para aliviar a pressão inflacionária no setor. Em contrapartida, o cenário não foi uniforme, visto que os preços das carnes renovaram recordes históricos com alta de 0,4%, impulsionados pela demanda por aves. Simultaneamente, os óleos vegetais subiram 3,8%, influenciados pela crescente necessidade de matéria-prima para a produção de biodiesel. Como um dos maiores exportadores mundiais, o Brasil segue atento a essas oscilações, que impactam diretamente a balança comercial e a dinâmica de preços internos.
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