O indicador atingiu 130,8 pontos, com a valorização de cereais e açúcar sendo neutralizada pela queda nos preços de óleos vegetais e laticínios.
O índice global de preços de alimentos da FAO manteve-se praticamente estável em maio de 2026, refletindo um cenário de forças opostas no mercado de commodities. Enquanto o setor de cereais enfrentou alta de 2,6% devido a custos de produção elevados e incertezas sobre as safras, o açúcar disparou 7,5%, impulsionado pelo impacto do fenômeno El Niño na oferta global. Esse movimento altista foi contido pela desvalorização dos óleos vegetais, que caíram 4,6%, e pela leve retração nos laticínios. A estabilidade do índice é um indicador relevante para a segurança alimentar global, sugerindo que, apesar das pressões climáticas específicas sobre certas culturas, a oferta internacional de proteínas e gorduras tem conseguido equilibrar os custos básicos para os consumidores e a indústria.
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