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Mais da metade dos escritórios contábeis ainda não planeja a reforma tributária

Levantamento do Thomson Reuters Institute com 577 profissionais no Brasil mostra que menos de 10% dos escritórios contábeis têm plano completo para a transição tributária, e a maioria ainda nem começou a planejar.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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06/11 às 12:45, atualizado 16:15

Pontos principais

  • Segundo o Thomson Reuters Institute, menos de 10% dos escritórios têm plano completo para a transição.
  • 52,9% estão na fase inicial: acompanham as atualizações, mas ainda não começaram a planejar.
  • Só 8% dos escritórios calcularam o impacto financeiro da reforma.
  • 70% ainda não calcularam quanto custará a adaptação ao novo regime.
  • 74% não formaram grupo de trabalho ou comitê interno para estudar a reforma.
  • Os obstáculos mais citados são falta de tempo e prioridades concorrentes (36,8%) e incerteza regulatória (27,3%).
  • 51% dos entrevistados projetam queda moderada ou forte no caixa dos clientes; 26% esperam alta.
  • 73% esperam aumento da demanda por serviços contábeis especializados, e 49% acham que será significativo.
  • 55% esperam mais complexidade no trabalho contábil; 17% esperam simplificação.
  • 85,2% têm interesse em ferramentas de simulação tributária, e 54,1% em IA para tirar dúvidas sobre a reforma.

O Thomson Reuters Institute ouviu 577 profissionais de contabilidade e tributos no Brasil, em pesquisa online feita em julho e agosto de 2026. A transição começou em 1º de janeiro de 2026 e vai até 2033, com alíquotas de teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. A instituição diz que a alíquota de referência combinada, de 29% a 30%, ainda não está fixada. Em 2027, a CBS fica quase totalmente implementada e PIS e Cofins são extintos.

O split payment, que separa CBS e IBS no momento do pagamento, é um dos motivos para a expectativa de queda no caixa: as empresas perdem o uso temporário desse tributo até o vencimento, o float que financiava o capital de giro. A Thomson Reuters Institute cita estimativa de que a adaptação pode custar até 2% da receita anual das organizações.

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