Mais da metade dos escritórios contábeis ainda não planeja a reforma tributária
Levantamento do Thomson Reuters Institute com 577 profissionais no Brasil mostra que menos de 10% dos escritórios contábeis têm plano completo para a transição tributária, e a maioria ainda nem começou a planejar.
Pontos principais
- Segundo o Thomson Reuters Institute, menos de 10% dos escritórios têm plano completo para a transição.
- 52,9% estão na fase inicial: acompanham as atualizações, mas ainda não começaram a planejar.
- Só 8% dos escritórios calcularam o impacto financeiro da reforma.
- 70% ainda não calcularam quanto custará a adaptação ao novo regime.
- 74% não formaram grupo de trabalho ou comitê interno para estudar a reforma.
- Os obstáculos mais citados são falta de tempo e prioridades concorrentes (36,8%) e incerteza regulatória (27,3%).
- 51% dos entrevistados projetam queda moderada ou forte no caixa dos clientes; 26% esperam alta.
- 73% esperam aumento da demanda por serviços contábeis especializados, e 49% acham que será significativo.
- 55% esperam mais complexidade no trabalho contábil; 17% esperam simplificação.
- 85,2% têm interesse em ferramentas de simulação tributária, e 54,1% em IA para tirar dúvidas sobre a reforma.
O Thomson Reuters Institute ouviu 577 profissionais de contabilidade e tributos no Brasil, em pesquisa online feita em julho e agosto de 2026. A transição começou em 1º de janeiro de 2026 e vai até 2033, com alíquotas de teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. A instituição diz que a alíquota de referência combinada, de 29% a 30%, ainda não está fixada. Em 2027, a CBS fica quase totalmente implementada e PIS e Cofins são extintos.
O split payment, que separa CBS e IBS no momento do pagamento, é um dos motivos para a expectativa de queda no caixa: as empresas perdem o uso temporário desse tributo até o vencimento, o float que financiava o capital de giro. A Thomson Reuters Institute cita estimativa de que a adaptação pode custar até 2% da receita anual das organizações.
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