Brasil deve crescer menos que vizinhos na América Latina em 2027
O Santander projeta crescimento de 1,3% para o Brasil em 2027, abaixo dos vizinhos latino-americanos, e Caruso aponta o fiscal como principal problema de curto prazo.
Pontos principais
- A planilha do Santander Brasil projeta PIB de 1,25% em 2027, ante 1,75% em 2026.
- Pelo consenso Bloomberg reproduzido na planilha, Peru (3,3%), Argentina (2,8%), Chile (2,7%), Colômbia (2,4%), México e Uruguai (1,8%) estão acima dos 1,25% que o Santander projeta para o Brasil em 2027.
- Dívida bruta do setor público de 88,5% do PIB em 2027, ante 83,6% em 2026, segundo a planilha do Santander Brasil.
- Resultado primário do setor público de -0,6% do PIB em 2027 e -0,4% em 2026, pela planilha do Santander Brasil.
- Caruso estima que estabilizar a dívida entre 90% e 95% do PIB exige superávit primário de 1,5% a 2% do PIB, ou cerca de R$ 400 bilhões em ajustes.
- Selic de 13,5% no fim de 2026 e 12,5% no fim de 2027, segundo a planilha do Santander Brasil.
- Reservas internacionais de US$ 360 bilhões no fim de 2026 e US$ 350 bilhões no fim de 2027, segundo a planilha do Santander Brasil.
- Caruso vê o país com investimento direto de cerca de US$ 80 bilhões por ano e atratividade crescente para IA e data centers.
O Brasil deve crescer menos que seus vizinhos latino-americanos em 2027, segundo o Santander Brasil. O economista-chefe do banco, Marco Caruso, fez a avaliação no XXII Encontro Santander América Latina, em Madri. Para ele, o fiscal é o principal problema de curto prazo, e o risco para a projeção de 1,3% é de baixa, sobretudo pela curva de juros. A dívida pública, que a planilha do Santander coloca em 88,5% do PIB em 2027, é a principal fonte dessa pressão.
Caruso estima que estabilizar a dívida entre 90% e 95% do PIB exige um superávit primário de 1,5% a 2% do PIB, o que representa cerca de R$ 400 bilhões em ajustes. Pela planilha do Santander, o resultado primário do setor público segue negativo, em -0,6% do PIB em 2027. Caruso vê o país ganhando atratividade para investimentos em IA e data centers, enquanto Argentina e Chile, que fizeram reformas fiscais recentes, estão entre as maiores projeções da região.
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