Regionalização sanitária reduz perdas da avicultura por Newcastle
Adoção de restrições localizadas em Santa Catarina mitigou impactos econômicos do surto de doença de Newcastle em 2026, segundo a ABPA.
Pontos principais
- O Brasil confirmou quatro focos da doença de Newcastle em granjas comerciais de Santa Catarina desde 18 de outubro de 2026.
- A regionalização das restrições sanitárias limitou o impacto econômico a 21 mil toneladas, ante 163 mil toneladas no surto de 2024.
- O Ministério da Agricultura detalhou medidas de controle, como sacrifício sanitário e vigilância, em conferência da OMSA no Paraguai.
- Parceiros comerciais como China, Japão, União Europeia e México já reconhecem a regionalização das restrições brasileiras.
- A Malásia reduziu seu embargo nacional para restringir as importações apenas ao estado de Santa Catarina.
- O Uruguai permanece como o principal país a manter um embargo total às exportações de aves de todo o território brasileiro.
- O Ministério da Agricultura investiga três novas suspeitas de síndromes respiratórias em aves nos estados de Santa Catarina e São Paulo.
A estratégia de regionalização das restrições sanitárias adotada pelo Brasil permitiu uma redução significativa nas perdas econômicas do setor avícola diante dos focos da doença de Newcastle identificados em Santa Catarina desde outubro de 2026. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o volume de produção afetado caiu de 163 mil toneladas, registradas no surto de 2024, para 21 mil toneladas neste ano, representando uma diminuição de prejuízos de US$ 300 milhões para US$ 50 milhões.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou as medidas de controle, que incluem sacrifício sanitário, restrição de trânsito e desinfecção, durante a 28ª Conferência Regional da OMSA e reunião do Conselho Agropecuário do Sul, em Assunção. A pasta tem defendido com sucesso a regionalização junto a mercados estratégicos como China, Japão, União Europeia e México, que já flexibilizaram suas exigências. Enquanto a Malásia também passou a restringir o embargo apenas ao estado catarinense, o governo brasileiro segue em negociações com o Uruguai para o reconhecimento da regionalização, ao mesmo tempo em que apura novas suspeitas de síndromes respiratórias em aves em Santa Catarina e São Paulo.
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