Governo lança campanha 21 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra a mulher
A campanha 21 Dias de Ativismo, de 20 de novembro a 10 de dezembro, anunciada pela ministra Márcia Lopes, tem foco na violência digital contra meninas e mulheres no Brasil.
Pontos principais
- A campanha tem como tema “Conectadas, Seguras e Vivas” e conta com apoio da ONU Mulheres.
- A Cartilha de Supervisão Parental, lançada com a campanha, orienta famílias sobre controle técnico e diálogo para proteger meninas nos ambientes digitais, sem vigiar nem limitar a liberdade delas.
- O Ministério das Mulheres oficializará, por portaria, o protocolo Não é Não, para capacitar equipes de bares, restaurantes e estabelecimentos de entretenimento a acolher e orientar mulheres importunadas.
- Um decreto de maio de 2026, assinado pelo presidente Lula, dá às plataformas digitais até duas horas para remover conteúdos de humilhação, exposição ou material íntimo após notificação.
- O Ligue 180 recebeu 86.432 denúncias no primeiro semestre de 2026, 16% a mais que no mesmo período de 2025.
- A primeira Casa da Mulher Brasileira de Fronteira tem previsão de inauguração até o fim do ano, em Foz do Iguaçu (PR).
- Em parceria com a Unesco, o governo lança um projeto de cooperação técnica para criar espaços digitais livres de violência.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, detalhou no programa Bom Dia, Ministra, da EBC, a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres. No Brasil, a mobilização vai de 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, a 10 de dezembro, e trata de todas as formas de violência de gênero e de racismo. Ela pediu que estados e municípios se organizem, conheçam sua realidade e façam um bom diagnóstico, já que a proteção das meninas e mulheres depende de mobilização conjunta.
No ambiente digital, a ministra afirmou que “o digital é nosso lugar” e que a inteligência artificial deve servir para facilitar a vida das mulheres, nunca para comprometê-las. Quando as plataformas não retiram o material do ar, a ministra orienta que a mulher ligue para o Ligue 180, que aceita fotos, dados, vídeos e links como prova. O serviço é gratuito, funciona 24 horas em português, inglês, espanhol e Libras, e é 100% atendido por mulheres.
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