Tecnologias ampliam acesso de vítimas de violência a proteção
Audiência na Câmara debate uso de ferramentas digitais para facilitar o registro de denúncias e a solicitação de medidas protetivas por mulheres.
Pontos principais
- Assistente virtual Júlia registrou alta de 15% em pedidos de medida protetiva entre 2023 e 2025.
- Cerca de 23% dos atendimentos da Defensoria Pública de SP ocorrem fora do horário comercial.
- Sistema eletrônico de SP responde por 26% dos boletins de ocorrência de violência doméstica.
- Projeto Maria da Penha virtual, criado no Rio de Janeiro, já prestou auxílio a 16 mil vítimas.
A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher realizou uma audiência pública para discutir como a tecnologia pode otimizar o suporte a vítimas de violência doméstica. O debate destacou ferramentas como assistentes virtuais e plataformas de registro online, que permitem o acesso a serviços de proteção fora do horário comercial e aos finais de semana, períodos em que a demanda por auxílio é significativa. Dados da Defensoria Pública de São Paulo e da Delegacia de Defesa da Mulher on-line reforçam a eficácia dessas soluções digitais na redução de barreiras burocráticas. Diante dos resultados positivos, a deputada Luizianne Lins propôs a realização de um seminário no Congresso Nacional para apresentar e disseminar essas tecnologias de combate à violência em âmbito nacional, visando ampliar a rede de proteção às mulheres em todo o país.
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