Endividamento das famílias brasileiras atinge 81,6% em outubro
Famílias com dívidas a vencer somam 81,6%, após recuo de 0,1 ponto, enquanto a inadimplência cai pelo segundo mês e chega a 29,3%, segundo a CNC.
Pontos principais
- Dívidas a vencer: 81,6% das famílias em outubro, ante 81,7% em setembro e 79,5% em outubro de 2025.
- Inadimplência: 29,3% em outubro, ante 29,6% em setembro, o menor nível desde o início do ano.
- Tempo médio de atraso: 65,1 dias, com 48,8% das dívidas atrasadas vencidas há mais de 90 dias.
- Famílias que não terão condições de pagar as contas em atraso: 12,2%, ante 12,5% em setembro.
- Famílias que se consideram muito endividadas: 16,8%, ante 17,3% em setembro.
- Famílias com mais da metade da renda comprometida com dívidas: 19,3%.
- Até três salários mínimos: inadimplência de 38,6%, ante 38,5%, a única faixa em que o indicador subiu.
- Acima de dez salários mínimos: endividamento de 71,5%, ante 71,9% em setembro.
- Projeção da CNC para dezembro: endividamento em torno de 81,6% e inadimplência de 29,2%.
A parcela de famílias brasileiras com dívidas a vencer ficou em 81,6% em outubro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apura mensalmente com cerca de 18 mil consumidores nas capitais e no Distrito Federal. O índice foi o segundo recuo do ano e voltou ao nível de junho, mas segue acima dos 79,5% de outubro de 2025.
A inadimplência caiu pelo segundo mês seguido, e o tempo médio de atraso recuou para 65,1 dias, embora quase metade das dívidas atrasadas (48,8%) esteja vencida havia mais de 90 dias. A CNC também registra menos famílias muito endividadas, mas ressalva que essa é uma percepção subjetiva, que não configura necessariamente superendividamento.
Pela renda, a inadimplência entre famílias de até três salários mínimos subiu de 38,5% para 38,6%, a única faixa em que o indicador avançou, e 84,5% dessas famílias têm dívidas a vencer. Para dezembro, a CNC projeta endividamento em torno de 81,6% e inadimplência de 29,2%.
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