Inadimplência das famílias brasileiras sobe para 29,9% em agosto
Dados da CNC apontam que o endividamento atinge 82% das famílias, com maior impacto entre os grupos de menor renda no país.
Pontos principais
- A inadimplência alcançou 29,9% em agosto, com 12,5% das famílias sem condições de quitar dívidas.
- Famílias com renda de até três salários mínimos registraram aumento para 38,8% de dívidas em atraso.
- O tempo médio de atraso nos pagamentos subiu para 65 dias.
- Cerca de 19,2% das famílias brasileiras possuem mais da metade da renda comprometida com dívidas.
A inadimplência das famílias brasileiras atingiu 29,9% em agosto, conforme revelado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Embora o endividamento geral tenha se estabilizado em 82%, o cenário permanece preocupante devido ao aumento do tempo médio de atraso, que chegou a 65 dias, e ao crescimento da parcela de famílias que não possuem condições de quitar seus débitos pendentes.
O impacto financeiro é mais severo entre as famílias com renda de até três salários mínimos, único grupo a registrar alta nas dívidas em atraso, atingindo 38,8%. Além disso, a proporção de lares que comprometem mais da metade da renda mensal com o pagamento de dívidas subiu para 19,2%, o maior nível registrado desde março. Esses indicadores refletem a dificuldade persistente de parte da população em equilibrar o orçamento doméstico frente ao atual cenário econômico.
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