Banco da Inglaterra sobe juros a 4% em votação de 8 a 1
O Banco da Inglaterra elevou a taxa básica do Reino Unido a 4% por 8 votos a 1, diante de uma inflação que deve chegar a cerca de 5% em meados de 2027.
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05/11 às 09:00, atualizado 11:58
Pontos principais
- O Comitê de Política Monetária votou por 8 a 1 por elevar a taxa em 0,25 ponto percentual, a 4%, em decisão publicada em 5 de novembro.
- Catherine Mann votou por alta de 0,5 ponto, a 4,25%, para impedir que a inflação persistente se instale em preços e salários.
- A inflação ao consumidor chegou a 3,5% em setembro e deve subir para cerca de 5% em meados de 2027, antes de recuar.
- Os futuros do Brent tiveram média de US$ 108 o barril nos 15 dias úteis até 27 de outubro, 38% acima do nível do relatório de julho.
- Os futuros do gás natural britânico tiveram média de 216 pence por therm no mesmo período, 81% acima do nível de julho.
- O banco afirma que a política monetária não segue uma trajetória pré-definida e que avaliará os dados a cada reunião.
- A atividade econômica veio mais forte que o esperado, enquanto os sinais de efeitos secundários sobre preços e salários ainda são limitados.
- Segundo a Reuters, a alta seria a primeira do banco em mais de três anos, e o mercado precificava cerca de 100 pontos-base de aperto até o fim de 2027.
- A próxima decisão está marcada para 17 de dezembro de 2026.
O Banco da Inglaterra, banco central do Reino Unido, diz que o conflito no Oriente Médio chegou ao nono mês e que a pressão inflacionária em formação já basta para justificar a alta. O banco vê, porém, poucas evidências de efeitos secundários sobre outros preços e salários.
Alan Taylor, que votou com a maioria, afirmou que a decisão não marca o início de um ciclo de alta de juros, e sim um ajuste preventivo. Segundo a Reuters, o banco se junta à maioria dos pares do G10, que já vinham elevando juros.
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