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Banco do Japão mantém juros em 1% e alerta para inflação acima da meta

A decisão saiu por 8 votos a 1 após o governo intervir comprando ienes; Ueda falou em acelerar o ritmo das altas.

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31/07 às 09:00

Pontos principais

  • O Banco do Japão manteve a taxa básica de curto prazo em 1% em 31 de julho, por 8 votos a 1.
  • O conselheiro Hajime Takata divergiu e propôs alta de 25 pontos-base, para 1,25%, rejeitada pela maioria.
  • O banco central alertou pela primeira vez que a inflação subjacente pode superar sua meta de 2%.
  • O governo japonês interveio nos mercados de Nova York em 30 de julho comprando ienes e vendendo dólares, sem impulso sustentado: a moeda seguia ao redor de 160,76 por dólar.
  • O presidente Kazuo Ueda disse que o banco pode "acelerar o ritmo das altas de juros" se as condições forem julgadas excessivamente acomodatícias.
  • O BOJ reduziu a projeção de inflação subjacente para o ano fiscal encerrado em março de 2027 a 2,5%, ante 2,8% projetados em abril, e elevou a de 2027.

Ueda apontou "riscos altistas relevantes" para a inflação, ligados a salários e preços em alta, ao petróleo elevado e ao iene fraco.

O BOJ incluiu a forte demanda ligada à IA e os movimentos cambiais, ao lado dos acontecimentos no Oriente Médio, entre os fatores a pesar no calendário de novas altas. A alta de junho já havia levado a taxa ao maior nível em 31 anos.

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