Iene atinge máxima de sete meses com apostas em alta de juros do Fed
Futuros precificam cerca de 60% de chance de aperto no FOMC de 15 e 16 de setembro após payroll de 162 mil vagas, quase o triplo do esperado.
Pontos principais
- O iene subiu a nova máxima de sete meses ante o dólar em 8 de setembro de 2026, alcançando o patamar de 153
- A alta veio com traders desmontando posições vendidas diante de apostas crescentes numa alta de juros do Banco do Japão
- Mercados futuros precificavam cerca de 60% de chance de o Federal Reserve elevar juros no FOMC de 15 e 16 de setembro
- As folhas de pagamento não agrícolas dos EUA subiram 162 mil em agosto, contra expectativa de cerca de 56 mil; o desemprego ficou em 4,1% e junho e julho foram revisados para cima em 55 mil
- O índice do dólar estava em 98,83; o consenso para o CPI de 11 de setembro é núcleo de 0,2% no mês (2,4% no ano) e cheio de 0,4% (3,4% no ano)
- Todos os 65 economistas de uma pesquisa da Reuters esperam alta de 25 pontos-base na taxa de depósito do BCE, para 2,50%, na reunião de 10 de setembro
- A inflação da zona do euro subiu para 3,3% em agosto, ante 2,9% em julho — o nível mais alto desde setembro de 2023
A virada de expectativas é sincronizada: bancos centrais dos dois lados do Atlântico voltam a discutir aperto monetário depois de um ciclo de cortes. Nos Estados Unidos, o gatilho foi o mercado de trabalho; na zona do euro, a inflação.
O componente energético é o elo comum. Os preços de energia na zona do euro subiram 14,3% em 12 meses, movimento ligado ao conflito com o Irã, e o petróleo ficou perto de uma máxima de seis semanas em meio a ameaças de retaliação iraniana.
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