Ânima registra lucro de R$ 88,7 milhões no terceiro trimestre de 2026
A educacional brasileira Ânima teve lucro atribuível aos controladores de R$ 88,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 142,7%, e a alavancagem caiu para 2,18x do EBITDA ajustado.
Pontos principais
- Lucro líquido total de R$ 123,0 milhões, alta de 79,4%.
- Lucro líquido ajustado dos controladores de R$ 97,5 milhões, alta de 93,9%.
- Receita líquida consolidada de R$ 1.085,8 milhões, alta de 7,9%.
- EBITDA ajustado ex-IFRS 16 de R$ 347,3 milhões, alta de 14,6%, com margem de 32,0% (30,1% no 3T25).
- Atração de alunos na graduação do Ânima Core cresceu 4,7% no trimestre.
- Tíquete médio do Ensino Acadêmico no Ânima Core de R$ 1.033 por mês (+14,8%); sem a redução de bolsas comerciais na rematrícula dos veteranos, a alta seria de cerca de 10%, segundo a companhia.
- Ensino Digital: atração caiu 15,2%, pelas restrições do Novo Marco Regulatório e por um critério de matrícula que considera só quem paga o primeiro boleto; nos mesmos cursos, cresceu 16,4%, segundo a companhia.
- Geração de caixa da empresa de R$ 396,3 milhões, queda de 4,0%, pressionada pelo crescimento das contas a receber.
- Inspirali com receita de R$ 404,0 milhões (+6,9%) e margem operacional de 51,1%, ante 53,1% no 3T25.
A Ânima, companhia brasileira de educação listada na B3, mais que dobrou o lucro atribuível aos acionistas controladores no terceiro trimestre de 2026. Segundo a companhia, o resultado veio de alavancagem operacional com controle de custos e despesas, de despesas financeiras que cresceram abaixo do EBITDA e da compra de participações minoritárias. A evasão do Ânima Core ficou em 12,7%, em linha com o terceiro trimestre de 2025, depois de um primeiro semestre de desafios na adequação da oferta ao novo marco regulatório.
Em outubro, a Inspirali anunciou acordo de longo prazo com o Einstein Hospital Israelita para consultoria em educação médica. A aquisição da FMU segue em análise pelo Cade, e a companhia estima o fechamento nos próximos meses.
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