Ânima Educação registra alta na evasão, mas mantém projeção de melhora
Com receita de R$ 1,05 bilhão, a Ânima Educação enfrenta queda no número de alunos, mas aposta em reajustes de mensalidades para recuperar margens.
Pontos principais
- A receita líquida da companhia cresceu 4,4% no segundo trimestre, totalizando R$ 1,05 bilhão.
- A base total de alunos recuou 9,1%, pressionada por desafios no segmento digital e no marco regulatório do EAD.
- O lucro líquido do período foi de R$ 29,1 milhões, com alavancagem de 2,41x EBITDA.
- A gestão defendeu a aquisição da FMU, mesmo diante de uma desvalorização de 27% nas ações desde julho.
A Ânima Educação reportou seus resultados do segundo trimestre com um cenário misto: embora tenha alcançado uma receita líquida de R$ 1,05 bilhão, impulsionada pelo aumento do tíquete médio, a empresa enfrentou uma queda de 9,1% em sua base total de alunos. A CEO Paula Harraca atribuiu a evasão a falhas operacionais internas e às mudanças no marco regulatório do ensino a distância (EAD), assegurando que as correções necessárias já foram implementadas. Apesar da reação negativa do mercado, que resultou em uma queda acumulada de 27% nas ações desde julho, a administração mantém o otimismo quanto à recuperação operacional para o restante do ano. A companhia segue focada na integração de ativos estratégicos, como a FMU, buscando equilibrar a alavancagem financeira de 2,41x EBITDA com a estabilização de sua base estudantil nos segmentos core e digital.
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