Trump anuncia fim da ajuda anual de US$ 3,8 bilhões a Israel
Trump anunciou, na manhã da eleição de meio de mandato, que o repasse anual a Israel termina até o fim de 2026 por proposta de Netanyahu, e que Israel seguirá podendo comprar armas americanas.
Pontos principais
- Trump anunciou o fim do repasse anual a Israel até o fim de 2026 na manhã de 3 de novembro, dia da eleição de meio de mandato nos EUA.
- Segundo Trump, a proposta partiu do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e Israel “não precisa mais” do dinheiro.
- Trump falou em US$ 4 bilhões por ano; o acordo de segurança em vigor prevê cerca de US$ 3,8 bilhões anuais até 2028.
- Trump disse que o valor pode ser ajuda militar, dinheiro ou escambo, e que Israel continuará podendo comprar armas americanas.
- A dotação anual ainda precisa de aprovação do Congresso, apesar de a lei de 2020 ter autorizado o financiamento.
- Trump disse que a ajuda virou alvo político e citou o democrata Abdul El-Sayed, eleito para o Senado por Michigan.
- Grupos pró-Palestina chamaram o anúncio de “desesperado”; grupos pró-Israel, de “pouco sério”.
- O líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, disse que Netanyahu “não pode mais ser confiável” e deve ser substituído.
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos deixarão de repassar a Israel a ajuda anual até o fim de 2026. Ele falou na manhã de 3 de novembro, dia da eleição de meio de mandato, em entrevista ao programa Fox & Friends, da Fox News. Segundo Trump, a proposta partiu de Netanyahu, que teria dito que seria apropriado não receber mais o recurso.
Trump falou em US$ 4 bilhões por ano, valor que, segundo ele, pode ser tratado como ajuda militar, dinheiro ou escambo. O acordo de segurança em vigor prevê cerca de US$ 3,8 bilhões anuais até 2028. A dotação ainda depende de aprovação do Congresso a cada ano, embora a lei de 2020 já autorize o financiamento.
Na mesma eleição, os democratas conquistaram a Câmara e o Senado. Trump disse que a ajuda virou alvo político e citou o democrata Abdul El-Sayed. Grupos pró-Palestina classificaram o anúncio como “desesperado”, e grupos pró-Israel, como “pouco sério”. O líder da oposição israelense, Gadi Eisenkot, disse que a defesa de Israel soube da mudança pela imprensa e que Netanyahu “não pode mais ser confiável”. Enquanto isso, Trump confirmou novos ataques americanos contra o Irã.
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