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Preço do boi gordo atinge recorde de R$ 390 por arroba

No Brasil, o boi gordo do Cepea fechou em R$ 390 por arroba em 3 de novembro, maior patamar da série histórica em termos reais, sob oferta restrita e demanda externa aquecida.

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Foto: Globo Rural
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04/11 às 05:45, atualizado 16:33

Pontos principais

  • À vista, sem Funrural, o boi gordo fechou em R$ 390,00 por arroba em 3 de novembro, ante R$ 389,90 no dia útil anterior, segundo o Cepea/Esalq.
  • O Cepea registra US$ 71,10 por arroba em dólar, abaixo dos US$ 76,40 de 23 de outubro, com o câmbio em alta no período.
  • O indicador acumulou alta de 7,03% em outubro, segundo o Cepea.
  • Em 27 de outubro, o indicador (R$ 386,30) superou o recorde real de R$ 385,26, fixado em 11 de novembro de 2020, segundo o Cepea.
  • Abates de bovinos somaram 21 milhões de cabeças de janeiro a setembro, queda de 7,5% frente ao mesmo período de 2025, segundo a Agrifatto.
  • Segundo a CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel, frigoríficos voltaram a comprar bovinos para embarques à China a partir da segunda quinzena de novembro, para a cota de carne de 2027.
  • A Rabobank projeta retração de 6,2% no consumo doméstico de carne bovina em 2027, de 33,4 para 31,4 quilos por habitante ao ano.
  • A Rabobank prevê queda de 3% na produção nacional, de 11,3 milhões para 11 milhões de toneladas equivalente carcaça.
  • Para a Rabobank, o boi deve ter picos de preço em 2027, mas a média do ano deve ficar abaixo de R$ 400 por arroba.

No Brasil, o boi gordo sobe porque a oferta encolheu: pecuaristas estão mantendo fêmeas para reprodução, estimulados pelos preços, e isso reduz os animais enviados ao abate. A demanda externa aquecida pesa a favor, e a alta do dólar após o segundo turno da eleição presidencial deixa os frigoríficos exportadores com mais receita em real. No varejo, a Scot Consultoria registra alta dos cortes em várias praças, mas o analista da Safras & Mercados, Fernando Iglesias, avalia que o consumidor não tem mais condições de absorver reajustes.

Para a Rabobank, o consumo interno é o freio: com a carne mais cara, o consumidor migra para frango e suíno, o que limita a valorização do boi em 2027. A oferta segue como variável principal nos próximos meses, e o El Niño é o risco apontado, porque um veranico no primeiro trimestre pode restringir a oferta.

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