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Preço do boi gordo tem alta tímida com consumo interno em queda

No Brasil, o mercado físico do boi gordo ficou firme nesta quinta-feira (22), mas a alta perdeu força, e o consumo interno mais fraco na segunda quinzena limita novos reajustes pelos frigoríficos.

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Foto: Canal Rural
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22/10 às 19:45, atualizado 21:31

Pontos principais

  • Arroba à vista em São Paulo a R$ 384,47, ante R$ 384,40 na véspera; Mato Grosso teve a menor média, de R$ 359,26.
  • Oferta de animais restrita e escalas de abate de cinco a seis dias úteis na maior parte das regiões, segundo a Safras & Mercado.
  • Ponta de agulha no atacado a R$ 21,00 por quilo, com alta de R$ 0,25; quarto dianteiro a R$ 22,30 e quarto traseiro a R$ 29,50.
  • Consumo mais fraco na segunda quinzena reduz a disposição dos frigoríficos para reajustes generalizados, afirma Fernando Henrique Iglesias.
  • Carne bovina enfrenta forte concorrência de cortes de frango e suínos, mais acessíveis ao consumidor.
  • Para a Safras & Mercado, a expectativa de demanda chinesa no último trimestre mantém o viés positivo, mas os avanços devem ser mais seletivos.

No Brasil, o mercado físico do boi gordo permaneceu firme nesta quinta-feira (22), mas o movimento de alta perdeu intensidade ao longo da semana, segundo a Safras & Mercado. A oferta de animais segue restrita, e as escalas de abate, de cinco a seis dias úteis na maior parte das regiões, ainda não dão conforto às indústrias. Em São Paulo, a arroba à vista foi cotada a R$ 384,47, enquanto em Mato Grosso ficou em R$ 359,26, a menor média entre as praças divulgadas.

O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que o consumo mais fraco na segunda quinzena reduz a disposição dos frigoríficos para novos reajustes generalizados. A carne bovina enfrenta forte concorrência de cortes de frango e suínos, mais acessíveis ao consumidor. No atacado, a ponta de agulha subiu R$ 0,25 e passou a R$ 21,00 por quilo. Para a Safras & Mercado, a expectativa de demanda chinesa no último trimestre mantém o viés positivo, mas a retomada de volumes maiores depende das compras externas, e os avanços devem ser mais seletivos.

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