Líderes globais reagem à vitória democrata nas midterms dos EUA
Vitória democrata nas eleições legislativas dos EUA gera repercussão internacional sobre os rumos da política externa e da gestão de Donald Trump.
Pontos principais
- O Partido Democrata assegurou o controle do Senado e da Câmara dos Representantes.
- Pedro Sánchez atribuiu o resultado à rejeição de políticas que, segundo ele, empobrecem a população, e Jonas Gahr Støre o viu como sinal de mudança de rumo entre os eleitores.
- Bernd Lange, do Parlamento Europeu, classificou o pleito como um golpe devastador para a agenda de Donald Trump.
- Representantes da Rússia e do Irã comentaram o resultado sob a ótica de suas próprias agendas de política externa.
- Matteo Salvini expressou a expectativa de que o resultado possa acelerar o fim de conflitos internacionais.
- Sánchez afirmou que a onda ultra à qual Feijóo e Abascal pretendem aderir já não cresce e está desmoronando.
A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos provocou uma onda de reações entre líderes mundiais e representantes de instituições internacionais. O resultado, que garantiu aos democratas o controle tanto do Senado quanto da Câmara dos Representantes, é interpretado por analistas como um possível ponto de inflexão para a agenda de política externa e as relações comerciais globais, sendo visto por figuras como Bernd Lange, do Parlamento Europeu, como um golpe devastador para a administração do presidente Donald Trump.
Representantes de diversas nações, incluindo Espanha, Noruega, África do Sul e Itália, destacaram a importância do pleito. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que os eleitores americanos votaram contra políticas que, segundo ele, empobrecem a população, contra o ódio, o machismo, a negação das mudanças climáticas e os privilégios das elites. Ele disse também que a onda ultra à qual Feijóo e Abascal pretendem aderir já não cresce e está desmoronando.
O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, viu no resultado um sinal de mudança de rumo entre os eleitores. Enquanto líderes como Cyril Ramaphosa apontam para uma possível nova era nas relações globais, representantes da Rússia e do Irã avaliaram o impacto do resultado em suas agendas de segurança, com figuras como Matteo Salvini expressando a esperança de que a nova configuração legislativa possa contribuir para o encerramento de conflitos internacionais em curso.
