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Coreia do Norte chama de absurda acusação do FBI e recusa encontro com os EUA

Kim Yo-jong chama de absurda a acusação do FBI sobre o roubo de criptoativos da Binance e diz que Pyongyang não vê necessidade de encontro com Washington nas condições atuais.

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Foto: InfoMoney
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04/11 às 02:45, atualizado 09:15

Pontos principais

  • Kim Yo-jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, chama de absurda a acusação do FBI de que um grupo de hackers apoiado pela Coreia do Norte participou do roubo na Binance.
  • Kim não contesta que criptoativos de bilhões de dólares foram roubados, mas classifica a atribuição como “provocação trivial” e diz que o FBI tenta rotular o país como “estado criminoso cibernético”.
  • Kim sugere que quem ficar com os criptoativos recuperados pode indicar quem está por trás do roubo, e lembra que a administração americana, ao tomar posse no ano passado, anunciou que confiscaria ativos roubados para uma reserva estratégica do Estado.
  • Kim lembra que, no ano passado, os EUA também tentaram atribuir à Coreia do Norte o ataque à corretora Bybit.
  • Kim diz que o caso não passa da ponta do iceberg da política hostil dos EUA e que Washington busca lucro político e estratégico ao explorá-lo.
  • Kim afirma que o abandono, pelos EUA, da política hostil contra a Coreia do Norte é a “premissa fundamental” para resolver todos os problemas.
  • Kim diz que não há necessidade de se sentar cara a cara com interlocutores “pouco confiáveis e hostis”, e que a escolha pela paz inclui o diálogo, mas isso não se equipara aos interesses nacionais.
  • Kim critica a exigência americana de desnuclearização, feita na reunião trilateral com Japão e Coreia do Sul, e também os exercícios militares conjuntos, as sanções e o relatório de Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado.
  • Kim afirma que a Coreia do Norte tem “questões a reconsiderar em diversos aspectos” diante da hostilidade americana.

A Coreia do Norte rejeitou a acusação do FBI de que um grupo de hackers apoiado pelo país esteve por trás do roubo de mais de US$ 6 bilhões em criptoativos da corretora Binance. A resposta veio em declaração de Kim Yo-jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, divulgada pela agência estatal KCNA em Pyongyang. Ela trata o caso como parte de uma política hostil de Washington contra o país, e não como episódio isolado.

O presidente Donald Trump disse em agosto que queria se encontrar com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, ainda este ano, e Pyongyang não respondeu à oferta. Uma autoridade sul-coreana de alto escalão disse na semana passada que Seul vê poucas chances de uma cúpula entre os dois países por ora, e analistas consultados pela SCMP avaliam que a declaração praticamente encerra essa possibilidade.

Fontes primárias

Kim Yo Jong (Comitê Central do WPK) / KCNA

Press Statement of Kim Yo Jong, Department Director of C.C., WPK (4 nov 2026)

Kim Yo Jong, diretora de departamento do Comitê Central do WPK, diz que o caso de criptoativos atribuído à RPDC "não é mais do que a ponta do iceberg" da política hostil dos EUA, e que Washington tenta obter "lucro político e estratégico" explorando o caso. Afirma que o abandono, pelos EUA, de sua política hostil é "premissa fundamental" para resolver todos os problemas e que a recente atitude americana é "claramente retrógrada". Sobre diálogo: "não temos necessidade de nos sentar cara a cara com pessoas tão pouco confiáveis e hostis" que "se recusam a abandonar sua política de confronto"; diante dos sinais hostis, "não sabemos como responder de outra forma". Cita a exigência de desnuclearização na reunião trilateral com Japão e Coreia do Sul, exercícios militares conjuntos, sanções e o relatório de Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado. Encerra: a escolha pela paz "inclui o diálogo, mas isso não é certamente equiparado aos interesses nacionais".

Kim Yo Jong (Comitê Central do WPK) / KCNA

Press Statement of Kim Yo Jong, Department Director of C.C., WPK (2 nov 2026)

Kim Yo Jong, em declaração divulgada pela KCNA (datada de Pyongyang, 3 de novembro), afirma que o roubo de criptoativos na Binance e a acusação do FBI são "uma provocação trivial" dos EUA: a tentativa de rotular a RPDC como "estado criminoso cibernético" é "um absurdo" e "nada novo". Diz que a RPDC se opõe a todos os atos maliciosos no ciberespaço e rejeita politizar a questão cibernética; lembra o caso Bybit no ano anterior e afirma que, se alguém examinar quem receberá os criptoativos "roubados" quando forem recuperados, pode ter pistas sobre quem está por trás. Classifica a acusação como "grave provocação política" contra a RPDC e "violação grave" de sua soberania, e conclui: "temos questões a reconsiderar em diversos aspectos" diante da hostilidade americana.

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