Coreia do Norte reafirma status nuclear e rejeita desnuclearização
Kim Yo Jong declarou que o programa nuclear do país é irreversível, descartando qualquer possibilidade de desarmamento exigido pela comunidade global.
Pontos principais
- Kim Yo Jong classificou como ingênua a expectativa de que o país abra mão de seu arsenal nuclear.
- A declaração responde a críticas na 70ª Conferência Geral da AIEA sobre violações de resoluções da ONU.
- Pyongyang não permite inspeções internacionais em suas instalações nucleares desde 2009.
- O regime norte-coreano justifica a expansão do programa nuclear como uma medida defensiva contra os EUA.
Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, afirmou que a posição da Coreia do Norte como Estado com armas nucleares é absoluta e irreversível. A declaração foi uma resposta direta às críticas feitas durante a 70ª Conferência Geral da AIEA, que apontou violações contínuas das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Segundo a autoridade, acreditar em um futuro desnuclearizado para o país é uma atitude de "idiotas", reforçando a postura intransigente de Pyongyang.
Desde 2009, o governo norte-coreano proíbe o acesso de inspetores da AIEA às suas instalações, o que dificulta a verificação externa de seu arsenal. O regime justifica o avanço tecnológico e militar como uma resposta necessária ao aumento da presença de armas dos Estados Unidos na região. A tensão diplomática é agravada pelo apoio de aliados como a Rússia, que questiona a imparcialidade da AIEA ao relatar sobre o programa sem acesso direto ao território norte-coreano.
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