Coreia do Norte nega envolvimento em roubo de US$ 6,3 bi da Binance
Kim Yo-jong classificou as acusações do FBI sobre o ataque à Binance como uma provocação política grave, enquanto a exchange afirma ter recuperado 95% dos ativos.
Pontos principais
- O FBI atribuiu o roubo de US$ 6,3 bilhões da Binance ao grupo norte-coreano TraderTraitor.
- Kim Yo-jong, diretora do Comitê Central do WPK, negou a participação do regime no ataque.
- O governo norte-coreano classificou a acusação como uma tentativa de prejudicar sua imagem internacional.
- O FBI identificou a conversão dos ativos roubados para Ether e o uso de serviços DeFi para lavagem.
- Autoridades dos EUA solicitaram o bloqueio de endereços de carteiras digitais ligadas ao grupo.
- A Binance informou que já cobriu cerca de 95% dos ativos subtraídos no incidente.
- Após a reabertura da plataforma, clientes retiraram mais de US$ 3,6 bilhões em ativos da exchange.
O governo da Coreia do Norte rejeitou formalmente as alegações do FBI de que o país seria o responsável pelo roubo de mais de US$ 6,3 bilhões em ativos virtuais da plataforma Binance. Em declaração divulgada pela agência estatal KCNA, Kim Yo-jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, classificou a acusação como uma provocação política grave e uma retórica absurda. Segundo a autoridade, a tentativa de vincular o regime a crimes cibernéticos globais é uma manobra para prejudicar a imagem internacional do país, citando como precedente o caso de um ataque à plataforma Bybit ocorrido no ano anterior.
O FBI, em conjunto com o USSS e o IRS-CI, sustenta que o ataque, ocorrido por volta de 29 de outubro de 2026, foi executado pelo grupo de hackers conhecido como TraderTraitor. De acordo com os investigadores, os atores envolvidos converteram os valores subtraídos principalmente em Ether (ETH), utilizando serviços de finanças descentralizadas (DeFi) e swaps instantâneos para lavar os recursos. Em resposta ao incidente, a Binance informou que já cobriu cerca de 95% dos ativos roubados, embora a plataforma tenha registrado uma saída de mais de US$ 3,6 bilhões em ativos por parte dos clientes após a reabertura de seus serviços.
Fontes primárias
Press Statement of Kim Yo Jong, Department Director of C.C., WPK
Em declaração divulgada pela KCNA (datada de 3 de novembro em Pyongyang), Kim Yo Jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, afirma que a ligação feita pelos EUA entre a RPDC e o roubo de bilhões de dólares da Binance é “retórica absurda e nada de novo”. Diz que é “grave provocação política” apresentar “todos os crimes cibernéticos” do mundo como “obra nossa” e cita o caso Bybit do ano passado como precedente. Chama a acusação de “tentativa sinistra” de prejudicar a imagem internacional da RPDC e “outra grave violação da soberania” do país. Reafirma a política de combate a atos maliciosos no ciberespaço e sugere que, se Washington examinar quem ficará com os ativos roubados quando forem recuperados, “pode obter uma pista” sobre o autor do ataque. Não apresenta evidências. Conclui que Pyongyang tem “questões a reconsiderar em diversos aspectos” diante da “muito desagradável” atitude hostil dos EUA, sem detalhar quais.
North Korea Responsible for $6 Billion+ Binance Attack
O FBI informa que a Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da Binance, ocorrido por volta de 29 de outubro de 2026, atividade que o FBI chama de “TraderTraitor”. FBI, USSS e IRS-CI observaram atores do grupo convertendo os ativos roubados principalmente em Ether (ETH), que devem ser lavados via serviços DeFi e swaps instantâneos. Pede que THORNode, operadores de nós RPC, exchanges instantâneas, serviços DeFi, empresas de análise blockchain e prestadores de serviços de ativos virtuais bloqueiem transações com os endereços listados no alerta, e pede informações ao IC3.
