Netanyahu acusa eleitores árabes de tentarem roubar as eleições
Em dia de comparecimento recorde às urnas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que apoiadores da Irmandade Muçulmana tentam fraudar o pleito.
Pontos principais
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu publicou mensagens em redes sociais durante o dia da eleição, em 27 de outubro de 2026.
- Às 12:31, Netanyahu alertou sobre filas no setor árabe e afirmou que o país poderia terminar com um governo liderado por Mansour Abbas e Ahmed Tibi.
- Às 12:53, o premiê declarou que apoiadores da Irmandade Muçulmana estariam invadindo seções eleitorais para roubar as eleições.
- As declarações foram feitas em seus canais oficiais no X e no Telegram, incentivando sua base eleitoral a votar no partido Likud.
- O comparecimento às urnas atingiu 74,3% até as 20h, o maior índice registrado nas últimas quatro décadas em Israel.
- O partido Likud solicitou formalmente a extensão do horário de votação, medida que foi contestada pelo bloco de oposição de Gadi Eisenkot.
- Pesquisas de boca de urna indicam uma disputa acirrada, com a coalizão de Netanyahu perdendo assentos em relação ao pleito de 2022.
- A polícia israelense prendeu três pessoas suspeitas de tentar subornar eleitores em favor do partido Raam durante o dia de votação.
- O processo de contagem dos votos é manual e ocorre em cerca de 12.000 seções eleitorais, com resultados oficiais esperados para quinta-feira.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, utilizou suas redes sociais oficiais durante o dia da eleição, em 27 de outubro de 2026, para acusar cidadãos árabes e apoiadores da Irmandade Muçulmana de tentarem interferir na integridade do pleito. Em postagem realizada às 12:31 no X, o premiê alertou sua base eleitoral sobre a existência de filas em seções do setor árabe, sugerindo que o país corria o risco de ser governado por figuras como Mansour Abbas e Ahmed Tibi caso seus apoiadores não comparecessem às urnas para votar no Likud.
Pouco tempo depois, às 12:53, Netanyahu intensificou o tom em seu canal no Telegram ao afirmar que apoiadores da Irmandade Muçulmana estariam invadindo seções eleitorais com o objetivo de roubar as eleições. O primeiro-ministro descreveu o cenário como uma "guerra pela casa", convocando seus eleitores a reagirem imediatamente. As declarações ocorreram em um contexto de alta tensão política, sendo a primeira eleição realizada no país desde o ataque liderado pelo Hamas em outubro de 2023.
A votação foi marcada por um comparecimento recorde, atingindo 74,3% dos eleitores aptos até as 20h, o maior índice registrado nas últimas quatro décadas. Em meio ao clima de polarização, o partido Likud solicitou ao Comitê Central de Eleições a extensão do horário de votação, um pedido que enfrentou forte resistência e contestação por parte do bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot. Enquanto as autoridades policiais reportaram a prisão de três suspeitos por tentativa de suborno eleitoral, o país aguarda a contagem manual dos votos, que deve ser concluída apenas na próxima quinta-feira.
Fontes primárias
Post no Telegram de Benjamin Netanyahu, 27/10/2026 (12:53, hora local)
Post em hebraico no canal oficial do premiê, no dia da eleição, às 12:53: “Estamos numa guerra pela casa. Apoiadores da Irmandade Muçulmana invadem as seções eleitorais e roubam as eleições. Saiam para votar no Likud!!”. O texto acusa apoiadores da Irmandade Muçulmana; a palavra “árabes” não aparece nele, e sim no post das 12:31.
Post no X de Benjamin Netanyahu, 27/10/2026 (12:31, hora local)
Post em hebraico no dia da eleição, às 12:31 (replicado no Telegram): “Filas enormes nas urnas do setor árabe. Se não acordarmos agora, vamos acabar com um governo de Mansour Abbas e Ahmed Tibi. Liguem agora para família e amigos, saiam juntos para as urnas e votem Likud.”
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