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Oposição acusa Netanyahu de tentar deslegitimar eleições em Israel

Opositores acusam Netanyahu de deslegitimar a eleição depois de o Likud afirmar, sem provas próprias, que suborno de eleitores e interferência estrangeira favoreceram os partidos árabes.

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Foto: SCMP - World
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29/10 às 19:15, atualizado 21:01

Pontos principais

  • O Likud, em comunicado publicado na conta de Netanyahu no X, afirma que as eleições foram 'roubadas' com suborno de eleitores e interferência estrangeira em favor dos partidos árabes.
  • O partido cita falas do juiz Solberg sobre essa interferência, que chama de 'comoção sem precedentes', mas não apresenta provas próprias.
  • Segundo o Likud, o caso, que chama de 'Ra'mgate', é um 'ataque à democracia' com o objetivo de levar a uma 'tomada estrangeira' do Knesset e à 'islamização de Israel'.
  • O Likud pede que nenhum partido sionista coopere com o Ra'am e a Lista Conjunta, nem troque o presidente do Knesset por votos 'comprados com dinheiro vivo'.
  • O partido pede que o Shin Bet e a polícia investiguem esses crimes 'com todos os meios disponíveis'.
  • Resultados finais indicam que nenhum bloco político obteve maioria no Knesset.
  • O Comitê Central de Eleições afirmou não haver indícios de violações sistemáticas.
  • Opositores acusam o primeiro-ministro de demonizar a população árabe para invalidar o processo.

Opositores do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusaram o líder de tentar deslegitimar os resultados das eleições parlamentares em Israel, depois de o Likud alegar, sem provas próprias, que o pleito foi 'roubado' em favor dos partidos árabes. O Comitê Central de Eleições, contudo, refutou as acusações e declarou que não existem evidências de violações sistemáticas que comprometam a integridade do pleito.

A disputa ocorre em um cenário em que nem o bloco de Netanyahu nem a oposição judaica chegaram à maioria no Knesset. Com 19 cadeiras, os partidos árabes se tornaram peças-chave para a formação de um novo governo. Críticos, incluindo Gadi Eisenkot, veem na acusação uma tentativa de deslegitimar os partidos árabes, o que tornaria inviável para Eisenkot uma aliança que é hoje o único caminho de poder de seu bloco.

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