México retoma importação de carne de frango de áreas do Brasil
O México reconheceu a regionalização sanitária do Brasil para a doença de Newcastle e manteve restrições à importação de carne de aves apenas para Santa Catarina.
Pontos principais
- México passa a reconhecer a regionalização sanitária do Brasil para a doença de Newcastle.
- Restrições à importação de carne de aves ficam limitadas a Santa Catarina.
- Exportações das demais unidades da Federação habilitadas seguem preservadas.
- Três focos comerciais da doença de Newcastle em SC entraram em vazio sanitário.
- Cerca de 47 mil aves foram eliminadas para conter a propagação.
- Perdas comerciais potenciais evitadas estimadas em US$ 954 milhões por ano, com base nas exportações de 2025.
- O Mapa não informa prazo para a reabertura do mercado catarinense.
O México passou a reconhecer a regionalização sanitária do Brasil para a doença de Newcastle, e as restrições às importações de carne de aves ficaram limitadas a Santa Catarina. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão resulta de negociação com o Ministério das Relações Exteriores e o setor produtivo junto às autoridades mexicanas. A medida encerra a suspensão iniciada em 19 de outubro e preserva as exportações das demais unidades da Federação habilitadas.
Em Santa Catarina, os três focos comerciais, em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, entraram em vazio sanitário após a eliminação de 47 mil aves. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) concluiu a vistoria em todas as 2,7 mil propriedades da área de emergência.
Para o Mapa, a regionalização é importante para reduzir os impactos comerciais de ocorrências sanitárias, porque permite que as restrições considerem a localização do foco. Segundo estimativa com base nas exportações de 2025, ela evitou perdas comerciais potenciais de cerca de US$ 954 milhões por ano. O ministério reitera que o consumo de produtos avícolas com inspeção oficial segue seguro.
