Parlamento da Groenlândia aprova acordo de segurança com EUA e Dinamarca
O legislativo groenlandês ratificou um pacto trilateral para ampliar a presença militar americana na região, mantendo a soberania dinamarquesa sobre o território.
Pontos principais
- O parlamento da Groenlândia aprovou o acordo de segurança por 16 votos a favor e sete abstenções.
- O tratado altera e complementa o acordo de defesa original firmado entre as nações em 27 de abril de 1951.
- O documento foi assinado em 22 de setembro de 2026, em Nova York, pelo presidente Donald Trump, pela primeira-ministra Mette Frederiksen e pelo governo groenlandês.
- A medida visa fortalecer a presença militar dos Estados Unidos no Ártico e no Atlântico Norte.
- O texto estabelece que a Groenlândia permanece sob controle dinamarquês, mesmo em caso de uma futura independência da ilha.
- O acordo ainda depende de debates e ratificação pelo parlamento da Dinamarca para entrar em vigor.
- A iniciativa busca reduzir tensões diplomáticas após pressões anteriores do governo americano sobre o status do território.
O parlamento da Groenlândia, o Inatsisartut, aprovou formalmente um novo acordo de segurança trilateral com os Estados Unidos e a Dinamarca. A decisão, consolidada na segunda votação realizada em 3 de novembro de 2026, ratifica os termos assinados em setembro pelo presidente Donald Trump, pela primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen e pelas autoridades groenlandesas durante a Assembleia Geral da ONU. O pacto tem como objetivo central o fortalecimento da presença militar americana no Ártico e no Atlântico Norte, atualizando as diretrizes estabelecidas pelo acordo de defesa de 1951.
Embora o tratado permita a expansão das atividades militares dos EUA na ilha, o documento preserva o controle dinamarquês sobre o território, assegurando a validade das cláusulas mesmo em uma eventual independência groenlandesa. A aprovação ocorreu após meses de negociações e pressões políticas, sendo alvo de debates internos sobre o valor econômico e estratégico da parceria. Para que o acordo entre em vigor, o texto ainda deve passar por discussões e pelo crivo parlamentar na Dinamarca.
