Governo Trump intensifica investigação de estrangeiros acusados de voto ilegal
O ICE anunciou nova rodada de prisões de estrangeiros acusados de votar ilegalmente nos EUA, enquanto o DHS revisa registros eleitorais.
Pontos principais
- O Departamento de Segurança Interna revisa dezenas de milhares de registros eleitorais em busca de estrangeiros suspeitos de ter votado ilegalmente.
- Em 2 de novembro, o ICE anunciou nova rodada de prisões de estrangeiros acusados de voto ilegal, com 15 casos citados como exemplos.
- Os casos citados são de oito países: México, Libéria, Canadá, Brasil, Vietnã, Cuba, Somália e Trinidad e Tobago, entre eles dois brasileiros.
- Segundo o ICE, três dos citados, de Canadá, Somália e Vietnã, admitiram ter votado.
- A legislação americana proíbe que não cidadãos votem em eleições federais, estaduais e na maioria das locais.
- A Suprema Corte rejeitou pedido do governo para desconsiderar 20 mil votos na Califórnia sob alegação de irregularidade.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos intensificou uma campanha para investigar eleitores suspeitos de serem estrangeiros que votaram ilegalmente nas eleições de meio de mandato. A ação mobilizou centenas de agentes federais para revisar dezenas de milhares de registros eleitorais, incluindo visitas domiciliares a indivíduos apontados como suspeitos de irregularidades no processo. Paralelamente, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) anunciou em 2 de novembro nova rodada de prisões e publicou nas redes sociais um alerta ameaçando rastrear, prender e processar imigrantes que tenham votado ilegalmente.
O ICE cita 15 casos como exemplos, de oito países, com eleições de 1996 a 2024. Três admitiram ter votado, segundo a agência, e dois são brasileiros: uma acusada de votar em 1996 e um com votos em 2016, 2022 e 2024. Os casos são de prisões e acusações, e a agência não informa condenações.
A legislação americana veda estritamente a participação de não cidadãos em eleições federais, estaduais e na maioria das disputas locais. Apesar da ofensiva federal, a Suprema Corte dos EUA rejeitou recentemente um pedido do governo para desconsiderar cerca de 20 mil votos na Califórnia, que haviam sido questionados sob a alegação de que não teriam sido emitidos por cidadãos americanos. O governo mantém a pressão por meio de detenções e deportações, enquanto o cenário eleitoral segue marcado pelo embate jurídico sobre a integridade dos registros.
