Montadoras pedem ao Congresso dos EUA proibição permanente de carros chineses
Grupo que representa montadoras nos EUA solicita proibição definitiva de veículos chineses, citando riscos à segurança nacional e concorrência desleal.
Pontos principais
- A Aliança para a Inovação Automotiva formalizou o pedido ao Congresso nesta segunda-feira (2).
- O setor alega que a importação de veículos chineses representa riscos de vigilância e ameaça a manufatura local.
- Um projeto de lei sobre o tema já foi aprovado em comissão do Senado e conta com apoio na Câmara.
- Montadoras temem que o tempo legislativo seja insuficiente para a aprovação antes do fim da sessão em dezembro.
- O governo dos EUA já impôs restrições anteriores em 2025 focadas na segurança de dados em veículos conectados.
A Aliança para a Inovação Automotiva, que representa as principais montadoras nos Estados Unidos, solicitou formalmente ao Congresso a aprovação de uma proibição permanente para veículos fabricados na China. O setor argumenta que a entrada desses automóveis no mercado americano impõe riscos significativos à segurança nacional, devido a possíveis falhas de vigilância, além de prejudicar a competitividade da indústria local. A pressão ocorre em um momento de incerteza legislativa, com o setor receoso de que o cronograma parlamentar seja insuficiente para concluir a votação antes do encerramento da sessão em dezembro.
O debate sobre a presença de tecnologia chinesa no setor automotivo tem se intensificado, com uma comissão do Senado já tendo aprovado um projeto de lei sobre o tema e a Câmara contando com mais de 100 coautores. Embora o governo Biden tenha implementado restrições em 2025 focadas na segurança de dados, a indústria busca uma medida definitiva. O cenário é complexo, especialmente após declarações do presidente Donald Trump em setembro, que indicou abertura para a fabricação de carros chineses em solo americano, gerando apreensão entre os fabricantes nacionais sobre os impactos dessa política no mercado.
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