Montadoras pedem ao Congresso dos EUA proibição de carros chineses
Alliance for Automotive Innovation solicita banimento de veículos conectados, hardware e software chineses antes do fim da sessão legislativa em janeiro.
Pontos principais
- A Alliance for Automotive Innovation enviou carta ao Congresso pedindo a proibição permanente de venda, importação e fabricação de veículos conectados chineses.
- O CEO da entidade, John Bozzella, argumenta que o banimento é uma medida de segurança nacional contra o avanço de empresas como BYD e Geely.
- A solicitação visa impedir que veículos subsidiados e com software de alto risco entrem no mercado doméstico dos EUA.
- O prazo estipulado pela indústria para a aprovação da medida é 3 de janeiro, data de encerramento da atual sessão do Congresso.
- Projetos de lei em tramitação no Senado e na Câmara já buscam restringir a presença de tecnologia chinesa no setor automotivo.
- A proposta enfrenta desafios complexos, incluindo o risco de afetar montadoras como a Mercedes-Benz, que possui cerca de 20% de capital chinês.
- Especialistas apontam que um banimento total pode enfrentar obstáculos legais relacionados ao acordo comercial USMCA com México e Canadá.
A Alliance for Automotive Innovation, que representa as principais montadoras que operam nos Estados Unidos, intensificou a pressão sobre o Congresso para que aprove, ainda nesta sessão legislativa, uma proibição permanente a veículos, hardware e software de origem chinesa. Em carta enviada aos líderes parlamentares, o CEO da entidade, John Bozzella, classificou a presença dessas tecnologias como uma ameaça à segurança nacional, citando o risco de espionagem e o impacto de veículos subsidiados que já dominam mercados em outras regiões do globo.
Embora o setor busque proteger a produção doméstica, a medida levanta preocupações sobre a cadeia de suprimentos global e possíveis retaliações comerciais. O debate ocorre em um momento de crescente esforço bipartidário no Capitólio, que inclui propostas como o 'Connected Vehicle Security Act'. Contudo, analistas alertam que uma proibição ampla pode ser de difícil execução, especialmente devido à complexa integração da indústria automotiva norte-americana com o México e o Canadá, além do impacto sobre empresas globais que possuem participação acionária chinesa, como a Mercedes-Benz.
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