Mãe de jovem morta em protestos no Irã denuncia perseguição do regime
Após a morte de sua filha de 16 anos em protestos, Samira fugiu do Irã e denuncia a pressão das autoridades para ocultar a responsabilidade estatal.
Pontos principais
- Sevda, de 16 anos, foi morta a tiros por forças de segurança iranianas em 9 de janeiro de 2026.
- Autoridades tentaram coagir a mãe da vítima a culpar grupos terroristas pela morte da adolescente.
- Samira fugiu do país após sofrer assédio constante de agentes do Ministério de Inteligência.
- Grupos de direitos humanos estimam que mais de 7.000 pessoas morreram durante a onda de protestos no país.
A morte de Sevda, de 16 anos, durante protestos no Irã em 9 de janeiro de 2026, tornou-se um símbolo da repressão estatal no país. Sua mãe, Samira, relata que foi alvo de intensa pressão e assédio por parte de agentes do Ministério de Inteligência, que tentaram forçá-la a declarar publicamente que terroristas seriam os responsáveis pelo disparo fatal, isentando as forças de segurança.
Após ser perseguida pelo regime, Samira conseguiu fugir do Irã e agora vive no exílio, onde utiliza sua plataforma para denunciar os envolvidos na morte de sua filha. Enquanto o governo iraniano sustenta que os protestos foram instigados por potências estrangeiras, organizações de direitos humanos apontam um cenário de violência extrema, com estimativas que superam 7.000 mortes desde o início das manifestações.
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