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Mãe de jovem morta em protestos no Irã denuncia perseguição do regime

Após a morte de sua filha de 16 anos em protestos, Samira fugiu do Irã e denuncia a pressão das autoridades para ocultar a responsabilidade estatal.

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Foto: BBC World
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02/11 às 04:00

Pontos principais

  • Sevda, de 16 anos, foi morta a tiros por forças de segurança iranianas em 9 de janeiro de 2026.
  • Autoridades tentaram coagir a mãe da vítima a culpar grupos terroristas pela morte da adolescente.
  • Samira fugiu do país após sofrer assédio constante de agentes do Ministério de Inteligência.
  • Grupos de direitos humanos estimam que mais de 7.000 pessoas morreram durante a onda de protestos no país.

A morte de Sevda, de 16 anos, durante protestos no Irã em 9 de janeiro de 2026, tornou-se um símbolo da repressão estatal no país. Sua mãe, Samira, relata que foi alvo de intensa pressão e assédio por parte de agentes do Ministério de Inteligência, que tentaram forçá-la a declarar publicamente que terroristas seriam os responsáveis pelo disparo fatal, isentando as forças de segurança.

Após ser perseguida pelo regime, Samira conseguiu fugir do Irã e agora vive no exílio, onde utiliza sua plataforma para denunciar os envolvidos na morte de sua filha. Enquanto o governo iraniano sustenta que os protestos foram instigados por potências estrangeiras, organizações de direitos humanos apontam um cenário de violência extrema, com estimativas que superam 7.000 mortes desde o início das manifestações.

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