Irmãs gêmeas são condenadas à morte após protestos no Irã
As irmãs Taraneh e Romina Rahimi, de 19 anos, foram sentenciadas à morte após participarem de manifestações contra o regime iraniano em janeiro.
Pontos principais
- Taraneh e Romina Rahimi foram detidas por agentes ligados à Guarda Revolucionária Islâmica.
- A mãe das jovens ficou quatro meses sem notícias sobre o paradeiro das filhas após a prisão noturna.
- Taraneh foi forçada a assinar uma confissão sob ameaça de violência sexual contra sua irmã.
- Familiares relataram que as jovens apresentavam sinais de graves ferimentos físicos durante uma visita em maio.
As irmãs gêmeas Taraneh e Romina Rahimi, de 19 anos, foram condenadas à morte pelo regime iraniano após sua participação em protestos ocorridos em janeiro. As jovens, que ainda cursavam o ensino médio, foram retiradas de suas casas por homens mascarados vinculados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. Durante meses, a família permaneceu sem informações oficiais sobre o paradeiro das estudantes, período no qual Taraneh teria sido coagida a assinar uma confissão sob a ameaça de que sua irmã sofreria abusos sexuais por parte dos guardas prisionais. O caso ganhou repercussão após relatos de familiares sobre o estado físico deplorável das gêmeas, observadas durante uma visita à prisão em maio. A sentença reflete a postura repressiva do governo iraniano contra manifestantes, gerando preocupações internacionais sobre violações de direitos humanos e o uso de tortura para obter confissões forçadas no sistema judiciário do país.
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