Anistia Internacional acusa Irã de crimes contra a humanidade
Relatório aponta que autoridades iranianas coordenaram tortura e abusos sexuais contra manifestantes durante os protestos de 2022.
Pontos principais
- A Anistia Internacional classifica a repressão de 2022 como crimes contra a humanidade.
- O relatório identifica 87 autoridades iranianas responsáveis pela cadeia de comando da violência.
- Dados indicam a morte de pelo menos 326 manifestantes pelas forças de segurança.
- A organização solicita que a ONU crie um mecanismo internacional de justiça penal para processar os envolvidos.
A Anistia Internacional divulgou um relatório classificando a repressão aos protestos de 2022 no Irã como crimes contra a humanidade. O documento detalha uma campanha sistemática de violência, incluindo tortura, assassinatos e abusos sexuais, e identifica 87 autoridades nacionais e regionais com responsabilidade direta na cadeia de comando. As manifestações foram desencadeadas pela morte de Mahsa Amini, que faleceu sob custódia da polícia da moralidade após ser detida por descumprir normas de vestimenta.
Com base em documentos estatais vazados e depoimentos de vítimas, a organização aponta que pelo menos 326 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança. Diante da gravidade das evidências, a Anistia Internacional solicitou que a Assembleia Geral da ONU estabeleça um mecanismo internacional de justiça penal para processar os responsáveis. O relatório reforça a pressão global por investigações independentes sobre as violações de direitos humanos ocorridas durante o período de instabilidade política no país.
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