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Investigação detalha logística e apoio internacional na saída de Flávio Bolsonaro

Migraciones da Argentina registra a entrada de Flávio Bolsonaro com documentação válida em 27 de outubro de 2026, e reportagem do Fantástico aponta jatos privados e um ex-agente de inteligência israelense na logística de saída do Brasil.

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Foto: Times Brasil
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02/11 às 12:45, atualizado 14:45

Pontos principais

  • Migraciones registra a entrada de Flávio Bolsonaro e da família às 22h50 de 27 de outubro de 2026, pelo Puente Internacional Tancredo Neves, em Misiones, com documentação válida e sem impedimento legal.
  • A comitiva embarcou às 23h30 em voo privado da Baires Fly S.A., cujo plano de voo indicava Guayaquil, no Equador, como destino.
  • A viagem aos EUA custou US$ 150 mil e teria sido articulada por Jason Miller, assessor da Casa Branca, segundo a imprensa americana.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil dois dias após a derrota nas eleições presidenciais, depois que o STF determinou a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. Segundo o Fantástico, que teve acesso a registros do sistema migratório argentino, a entrada de Flávio foi validada com passaporte italiano.

Pelo levantamento do Fantástico, o senador cruzou a fronteira em uma van da Iguaçu Dallas Travel Turismo, cujo endereço na Receita Federal corresponde a um estacionamento. A empresa nega ter transportado o candidato. Na outra van estava o israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-oficial de inteligência de Israel.

Nos Estados Unidos, a família obteve autorização temporária de entrada, segundo autoridades norte-americanas. O advogado Frederick Wassef nega que a viagem tenha sido uma fuga e diz que nenhuma informação sobre o trajeto é oficial ou confirmada.

Os questionamentos na Argentina levaram a Justiça do país a ordenar a preservação de imagens de segurança do aeroporto e da fronteira de Puerto Iguazú.

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