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Protestos na França deixam 779 detidos e mais de cem agentes feridos

O terceiro sábado de protestos contra o custo de vida na França terminou com confrontos em várias cidades e, em Paris, um gendarme atingido por coquetel molotov.

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Foto: InfoMoney
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01/11 às 10:15, atualizado 11:01

Pontos principais

  • O Ministério do Interior contabilizou 779 detidos no sábado, 214 deles a partir das 21h, na noite de Halloween.
  • Até as 21h, 116 integrantes das forças de ordem ficaram feridos; depois disso, mais 43, na noite de Halloween.
  • Às 21h, foram 565 detenções, contra 1.435 em 24 de outubro e 2.628 em 17 de outubro.
  • O Ministério do Interior registra 291 ações na via pública com 320 mil participantes, 70 mil deles em Paris; os organizadores falam em quase 500 mil.
  • O Ministério do Interior registra queda de 22% na mobilização em relação a 24 de outubro e de 42% em relação a 17 de outubro.
  • O Ministério do Interior registra 515 focos de incêndio, 36 estabelecimentos danificados e três saqueados, além de cerca de 40 mil controles em rodovias, ferrovias e estações.
  • O governo mobilizou 70 mil policiais civis e militares em todo o país.

O terceiro sábado seguido de protestos contra o aumento do custo de vida na França terminou com confrontos em Paris e em cidades como Marselha, Grenoble e Rennes. Segundo o Ministério do Interior, as manifestações autorizadas seguiram seu itinerário, e os distúrbios vieram de pequenos grupos ao fim dos cortejos e na noite de Halloween. Manifestantes lançaram pedras e coquetéis molotov, e as forças de segurança responderam com gás lacrimogêneo, granadas de dispersão e jatos d'água.

O caso mais grave ocorreu na capital, onde o Ministério Público de Paris abriu investigação por tentativa de homicídio depois que um gendarme foi atingido por um coquetel molotov. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, condenou as agressões contra policiais, gendarmes e bombeiros e as atribuiu a grupos que, segundo ele, agem de forma “insurrecional” e não reivindicatória.

Organizações estudantis anunciaram bloqueios de escolas na terça-feira (3) e na quinta-feira (5), e sindicatos convocaram greve e manifestações para quinta.

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