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Juíza federal ordena que governo Trump pare de ameaçar autoridades eleitorais

Decisão judicial proíbe o governo dos EUA de exigir o descarte de cédulas e de intimidar funcionários eleitorais sob ameaça de processos criminais.

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Foto: BBC
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01/11 às 07:01

Pontos principais

  • A juíza Trina Thompson determinou a interrupção de exigências do Departamento de Justiça para descarte de cédulas.
  • O governo Trump ameaçou autoridades na Califórnia com acusações criminais caso não separassem 20 mil votos.
  • O Departamento de Justiça iniciou investigações criminais e emitiu intimações de grande júri contra funcionários locais.
  • Grupos de direitos civis processaram a administração por interferência na administração das eleições.
  • Donald Trump contesta a decisão e mantém o discurso de combate à fraude eleitoral.

A juíza federal Trina Thompson emitiu uma ordem judicial proibindo o governo do presidente Donald Trump de continuar ameaçando autoridades eleitorais estaduais e locais. A decisão surge após o Departamento de Segurança Interna enviar cartas a funcionários na Califórnia, exigindo a separação de 20 mil cédulas sob a alegação de que seriam de não cidadãos, sob pena de acusações criminais. O Departamento de Justiça também iniciou investigações formais e emitiu intimações de grande júri contra os responsáveis pela gestão dos votos.

A ação judicial foi movida por sindicatos e grupos de direitos civis, que acusam a administração de interferência indevida na soberania do processo eleitoral. Embora o governo sustente que as medidas visam combater fraudes, estudos técnicos indicam que irregularidades dessa natureza são raras no sistema americano. O presidente Donald Trump criticou publicamente a decisão da magistrada e reafirmou seu compromisso com a campanha contra o que classifica como vulnerabilidades no processamento de votos.

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