Tragédia do voo da TAM em Congonhas completa 30 anos
Acidente aéreo que vitimou 99 pessoas em São Paulo, no Brasil, em 1996, é lembrado por familiares, que destacam o legado da Abrapavaa na assistência a vítimas de desastres aéreos.
Pontos principais
- O Fokker 100 da TAM, voo TAM 402 de Congonhas para o Rio de Janeiro, caiu no bairro do Jabaquara, em São Paulo, em 31 de outubro de 1996.
- Segundo o Cenipa, o reversor do motor direito abriu em voo logo após a aeronave sair do solo, e a tripulação interpretou o evento como falha do auto-throttle.
- O Cenipa aponta deficiência de projeto: a versão pós-modificação do sistema tinha probabilidade de abertura inadvertida da ordem de 10⁻⁶, bem acima do 10⁻⁹ que a norma considera extremamente improvável.
- Também contribuiu o atuador de trava secundária do reversor direito, que em testes teve desempenho muito inferior ao mínimo aceitável, segundo o Cenipa.
- Segundo o Cenipa, nenhum alarme sonoro ou luminoso de anormalidade no reversor soou na cabine.
- Segundo o Cenipa, a TAM deixou de treinar em simulador o procedimento de reversor destravado na decolagem após carta da Fokker de 28 de junho de 1995.
- O Cenipa registra 6 tripulantes, 89 passageiros e 4 pessoas em terra entre as vítimas fatais.
- O Cenipa afirma que sua investigação visa prevenir novos acidentes, não determinar culpa ou responsabilidade.
- Nenhum responsável foi condenado judicialmente pelo desastre após as investigações.
- A Abrapavaa foi criada em 1997 para oferecer suporte e buscar mudanças na aviação.
- A associação foi decisiva para tornar obrigatória a assistência das companhias aéreas aos familiares.
O acidente com o Fokker 100 da TAM, ocorrido em 31 de outubro de 1996, completa três décadas. O voo TAM 402, de Congonhas, em São Paulo, para o Rio de Janeiro, colidiu com edificações do Jabaquara em 24 segundos de voo, e 99 pessoas morreram.
Sandra Assali, viúva de uma das vítimas e presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), ressaltou que o luto é permanente, mas destacou a importância da entidade na luta por direitos fundamentais. A atuação da Abrapavaa foi essencial para que as companhias aéreas passassem a ser obrigadas a prestar assistência aos familiares de vítimas de acidentes aéreos.
O Cenipa aponta como fatores contribuintes a deficiência de projeto do sistema de reversores e a interpretação da tripulação, que tomou o evento por falha do auto-throttle. O órgão afirma que sua investigação não busca determinar culpa ou responsabilidade. O caso não resultou em condenações judiciais. Em nota, a Latam Airlines Brasil manifestou solidariedade aos impactados e afirmou ter seguido todas as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades após o episódio.
